23.03.2015
Derramem as loucuras só mais um pouco
Por mais que puras
Que a lua sob este azul já não sabe medir os sentimentos.
A lua sob este azul, imponente tortura,
Mais um porto de sabedoria, de loucura,
Que aproveito mais que só nestes momentos.
Sobre o virar a página não digo mais nada
E as vísceras, do avesso me são nada,
E uma madrugada, talvez,
Sei o avesso de mim, da forma que não me vês,
E dá-me úlceras.
´
Sob mim sei lá o que serás:
Menos que a lua sob este azul,
Mais do que a forma como me vês.
domingo, 14 de junho de 2015
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Sou escrava
De um castigo que me ponho,
Assim definho.
Nem o banho que me lava
Ou o café que me desperta
Cria O sonho.
A esperança que já tive
Não me dá imensidão,
Não me ilumina.
Carente do que me tenho,
Já nem o medo em mim vive,
Não sou minha.
Sou escrava
Deste perigo em que me largo, proeminente.
Vou cair.
E desta escravidão
Já nem me resta o coração
Que me desmente.
De um castigo que me ponho,
Assim definho.
Nem o banho que me lava
Ou o café que me desperta
Cria O sonho.
A esperança que já tive
Não me dá imensidão,
Não me ilumina.
Carente do que me tenho,
Já nem o medo em mim vive,
Não sou minha.
Sou escrava
Deste perigo em que me largo, proeminente.
Vou cair.
E desta escravidão
Já nem me resta o coração
Que me desmente.
Não sei escrever mistério
Do lirismo em que se olham eloquentes
Os carinhos que te dou
E me desmentes.
E assim profundo,
Pedes a esse mar que te recorde.
Furas com os teus passos um caminho no teu mundo
Que cada gota lambe
E cada palavra morde.
No final, não sou mais nada
Anterior à madrugada em que adormeces.
Cega-me a loucura,
Deixa-me calada,
Afoga-me nesse mundo que com os teus passos teces.
Do lirismo em que se olham eloquentes
Os carinhos que te dou
E me desmentes.
E assim profundo,
Pedes a esse mar que te recorde.
Furas com os teus passos um caminho no teu mundo
Que cada gota lambe
E cada palavra morde.
No final, não sou mais nada
Anterior à madrugada em que adormeces.
Cega-me a loucura,
Deixa-me calada,
Afoga-me nesse mundo que com os teus passos teces.
domingo, 14 de setembro de 2014
Fui saber se alguém falava
Uma outra voz além da tua
Após as estrelas.
E fui, após as estrelas,
Muito além depois da Lua
P'ra escutá-la.
Nada dizia essa outra voz
Que se pensava mais que a tua,
Hoje, ao deitar-se.
Foi no silêncio que prendi
Esse teu corpo, de mim nua
A apoderar-se.
E as vezes que me ouviu cantar
Foram, sim, poucas
A julgar que te encantava.
Mesmo que encante o teu pesar,
Sabendo-me capaz de amar,
Já eu te amava.
Não peques por te engrandeceres,
Estas palavras nada são
De madrugada.
A rima vai desvanecer,
E o encanto desaparecer,
Não vão ser nada.
Permie-me antes que te diga
Que aquilo que me castiga
Nada mais é que onda parada,
Saudade que não foi sarada.
Uma outra voz além da tua
Após as estrelas.
E fui, após as estrelas,
Muito além depois da Lua
P'ra escutá-la.
Nada dizia essa outra voz
Que se pensava mais que a tua,
Hoje, ao deitar-se.
Foi no silêncio que prendi
Esse teu corpo, de mim nua
A apoderar-se.
E as vezes que me ouviu cantar
Foram, sim, poucas
A julgar que te encantava.
Mesmo que encante o teu pesar,
Sabendo-me capaz de amar,
Já eu te amava.
Não peques por te engrandeceres,
Estas palavras nada são
De madrugada.
A rima vai desvanecer,
E o encanto desaparecer,
Não vão ser nada.
Permie-me antes que te diga
Que aquilo que me castiga
Nada mais é que onda parada,
Saudade que não foi sarada.
terça-feira, 8 de julho de 2014
Porque o direccionar de almas
É desperdício de tempo entre as nossas calmas,
E desassociação de ímpetos de amor.
Pois o que o calor traz
Não é mais que o que se faz
Depois do frio,
Pois, e eu só me rio do entretanto,
Que palavra mais gasta
No instante que se culpa.
Não se desculpam carinhos...
Sem que a ingenuidade lhes falte.
Vou perder o que joguei.
E ganhar tudo o que não sei,
Já sem o ler,
E escrevê-lo sem nele crer
Não é amor,
É pudor à solidão
Que nos encanta, que nos espanta
O coração.
Dorme-me no frio, se me tens,
Que o calor em que não vens
Não me traz calma,
Destrói-me lentamente a alma.
É desperdício de tempo entre as nossas calmas,
E desassociação de ímpetos de amor.
Pois o que o calor traz
Não é mais que o que se faz
Depois do frio,
Pois, e eu só me rio do entretanto,
Que palavra mais gasta
No instante que se culpa.
Não se desculpam carinhos...
Sem que a ingenuidade lhes falte.
Vou perder o que joguei.
E ganhar tudo o que não sei,
Já sem o ler,
E escrevê-lo sem nele crer
Não é amor,
É pudor à solidão
Que nos encanta, que nos espanta
O coração.
Dorme-me no frio, se me tens,
Que o calor em que não vens
Não me traz calma,
Destrói-me lentamente a alma.
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Queda de anjo em pedra mole
Não me faz dura
Tempestade de quereres nas minhas feras.
Enfurecem-se ao relento as primaveras
Aguardando do amor as pobres curas.
Se adoeço em não querer, quero-te tanto,
Oh possível do entretanto
Em mim, deveras.
Não me deixes falar tanto
Dessas feras,
Que o meu anjo não tem asa que as segure.
Sussurra-me tu de entre os teus segredos,
Ao ouvido, do amor, o que me cure.
Não me faz dura
Tempestade de quereres nas minhas feras.
Enfurecem-se ao relento as primaveras
Aguardando do amor as pobres curas.
Se adoeço em não querer, quero-te tanto,
Oh possível do entretanto
Em mim, deveras.
Não me deixes falar tanto
Dessas feras,
Que o meu anjo não tem asa que as segure.
Sussurra-me tu de entre os teus segredos,
Ao ouvido, do amor, o que me cure.
A minha sombra, essa,
Deixei-a pelo caminho à espera,
Do nascer do dia, no qual impera
A desavessa vontade do amor, Que me atravessa
Além do avesso em mim tropeça
Com furor.
E ao amanhecer, reza a loucura
Que a verdade, por mais pura,
Age ao pudor.
Fico-te à espera, amante,
Depois deste, um outro levante,
Que amanheça, entretanto,
Com fervor.
Deixei-a pelo caminho à espera,
Do nascer do dia, no qual impera
A desavessa vontade do amor, Que me atravessa
Além do avesso em mim tropeça
Com furor.
E ao amanhecer, reza a loucura
Que a verdade, por mais pura,
Age ao pudor.
Fico-te à espera, amante,
Depois deste, um outro levante,
Que amanheça, entretanto,
Com fervor.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
A seguir, ninguém ganha,
Ninguém sobe ao pedestal.
É tudo produto da mesma artimanha,
Filho bastardo do Reino Animal.
A seguir, derrubados amores,
Ninguém ganha o artifício,
Gastam-se vontades no ofício
Para não haver vencedores.
A seguir ao querer mais...
Do sonho, outro que tal,
Gasta-se o desassossego,
Toda a coragem, do medo,
E ninguém ganha, afinal.
Ninguém sobe ao pedestal.
É tudo produto da mesma artimanha,
Filho bastardo do Reino Animal.
A seguir, derrubados amores,
Ninguém ganha o artifício,
Gastam-se vontades no ofício
Para não haver vencedores.
A seguir ao querer mais...
Do sonho, outro que tal,
Gasta-se o desassossego,
Toda a coragem, do medo,
E ninguém ganha, afinal.
terça-feira, 10 de junho de 2014
domingo, 8 de junho de 2014
Não quis escrever poesia, de todo.
Hoje deixo-a no meu grande modo
Do não sentir, perdida.
E a rima da euforia desmedida
É o teu lema, não o meu.
Nem sequer é meu o tema, a cor, ou o céu,
E porque não quis escrever, de todo, poesia.
Tanta gente inventa, tanta gente tenta,
E eu sinto-me tentada a não tentar,
Escorrega-me a tinta na tela atenta
Do nem sequer querer pensar.
Bendito cansaço que me segura
A impertinência de me mandar mais que eu.
A minha mão é indecência pura e crua,
Guarda a demência de tudo o que é meu.
Não quis escrever poesia, não quero.
O que deixo aqui são restos de palavras.
Nem o amor, a raiva ou tudo o que é severo
Me consegue prender nessas amarras.
São vãs, caladas, e fugazes
As silenciosas presas das palavras.
Hoje deixo-a no meu grande modo
Do não sentir, perdida.
E a rima da euforia desmedida
É o teu lema, não o meu.
Nem sequer é meu o tema, a cor, ou o céu,
E porque não quis escrever, de todo, poesia.
Tanta gente inventa, tanta gente tenta,
E eu sinto-me tentada a não tentar,
Escorrega-me a tinta na tela atenta
Do nem sequer querer pensar.
Bendito cansaço que me segura
A impertinência de me mandar mais que eu.
A minha mão é indecência pura e crua,
Guarda a demência de tudo o que é meu.
Não quis escrever poesia, não quero.
O que deixo aqui são restos de palavras.
Nem o amor, a raiva ou tudo o que é severo
Me consegue prender nessas amarras.
São vãs, caladas, e fugazes
As silenciosas presas das palavras.
Subscrever:
Mensagens (Atom)