Deixem rogar pragas a quem reza ao esquecimento,
Só dele se não liberta quem tem medo.
As orações que escrevem que se fiquem cá na Terra,
Que o céu não preza por quem dele se liberta.
O esquecimento vem cedo,
Não te mintas, o esquecimento vem cedo.
terça-feira, 10 de junho de 2014
domingo, 8 de junho de 2014
Não quis escrever poesia, de todo.
Hoje deixo-a no meu grande modo
Do não sentir, perdida.
E a rima da euforia desmedida
É o teu lema, não o meu.
Nem sequer é meu o tema, a cor, ou o céu,
E porque não quis escrever, de todo, poesia.
Tanta gente inventa, tanta gente tenta,
E eu sinto-me tentada a não tentar,
Escorrega-me a tinta na tela atenta
Do nem sequer querer pensar.
Bendito cansaço que me segura
A impertinência de me mandar mais que eu.
A minha mão é indecência pura e crua,
Guarda a demência de tudo o que é meu.
Não quis escrever poesia, não quero.
O que deixo aqui são restos de palavras.
Nem o amor, a raiva ou tudo o que é severo
Me consegue prender nessas amarras.
São vãs, caladas, e fugazes
As silenciosas presas das palavras.
Hoje deixo-a no meu grande modo
Do não sentir, perdida.
E a rima da euforia desmedida
É o teu lema, não o meu.
Nem sequer é meu o tema, a cor, ou o céu,
E porque não quis escrever, de todo, poesia.
Tanta gente inventa, tanta gente tenta,
E eu sinto-me tentada a não tentar,
Escorrega-me a tinta na tela atenta
Do nem sequer querer pensar.
Bendito cansaço que me segura
A impertinência de me mandar mais que eu.
A minha mão é indecência pura e crua,
Guarda a demência de tudo o que é meu.
Não quis escrever poesia, não quero.
O que deixo aqui são restos de palavras.
Nem o amor, a raiva ou tudo o que é severo
Me consegue prender nessas amarras.
São vãs, caladas, e fugazes
As silenciosas presas das palavras.
sábado, 3 de maio de 2014
Também eu tenho os meus medos.
E achas que alguma vez daria, medos postos à parte?
Se à parte se partilhasse o impossível,
Em estradas paralelas seria invisível
O conforto longe dos medos.
Também eu tenho os meus medos,
E esperanças corrompidas
Nos meus credos.
Se te queres ficar, fica-te.
Os meus tardes serão os teus cedos.
E achas que alguma vez daria, medos postos à parte?
Se à parte se partilhasse o impossível,
Em estradas paralelas seria invisível
O conforto longe dos medos.
Também eu tenho os meus medos,
E esperanças corrompidas
Nos meus credos.
Se te queres ficar, fica-te.
Os meus tardes serão os teus cedos.
domingo, 27 de abril de 2014
Saudades nem sei do quê,
Não sei quem mente nem sei quem lê,
Importantemente nada importa
Ao inconsciente que se eleva,
Nem ele sabe quem o leva.
Saudades, porquê?
Do que antes pisei ficou a marca do sapato no meu pé
Inconscientemente, o que mente a saudade?
Não é ela decerto a verdade, não é ela decerto quem vê...
O que o meu coração sente.
Detesto dar poemas à saudade.
A saudade inventa-se,
E ao peito que é indiferente,
Dá-se saudade.
E a saudade alimenta-se,
Parasita do coração.
Deixa-me por antes os pés assentes no chão.
Não sei quem mente nem sei quem lê,
Importantemente nada importa
Ao inconsciente que se eleva,
Nem ele sabe quem o leva.
Saudades, porquê?
Do que antes pisei ficou a marca do sapato no meu pé
Inconscientemente, o que mente a saudade?
Não é ela decerto a verdade, não é ela decerto quem vê...
O que o meu coração sente.
Detesto dar poemas à saudade.
A saudade inventa-se,
E ao peito que é indiferente,
Dá-se saudade.
E a saudade alimenta-se,
Parasita do coração.
Deixa-me por antes os pés assentes no chão.
Braga, 23 de Abril de 2014
Para que o coração se apague como vela acesa em chuva,
Não tolero a força só de não ter como o inventar.
É o castigo mais carente, água estagnada mas turva,
De um mar que deixou a praia p'ra não ter que a inundar.
E foi para longe da chuva que se perde na corrente,
Porque chover sem destino é ter tudo e nada para amar.
Para que o coração se apague como vela acesa em chuva,
Não tolero a força só de não ter como o inventar.
É o castigo mais carente, água estagnada mas turva,
De um mar que deixou a praia p'ra não ter que a inundar.
E foi para longe da chuva que se perde na corrente,
Porque chover sem destino é ter tudo e nada para amar.
Braga, 23 de Abril de 2014
Se calhar caír o céu nestas estribeiras,
Pairante no conforto de o não ver
Serei eterna efémera ardente onde semeia
A vontade que não tem de em mim crescer.
Configuram-se castigos onde o tempo em si tropeça,
Da alegria que na aparição presente
Se corroi, tal é o pranto que começa
No fim onde fala o peito e a voz mente.
...
Supremacia que é quente e me ligeira
O pensamento que bate sem se ler,
Já não sei escrever então dessa lareira
O frio que em mim se abate sem crescer.
E procria o amor-perfeito em flor vibrante,
Com carinhos que nele mal me fazem crer
Para deixar vestígios secos de uma amante
Que há escondida algures à espera de nascer.
Pairante no conforto de o não ver
Serei eterna efémera ardente onde semeia
A vontade que não tem de em mim crescer.
Configuram-se castigos onde o tempo em si tropeça,
Da alegria que na aparição presente
Se corroi, tal é o pranto que começa
No fim onde fala o peito e a voz mente.
...
Supremacia que é quente e me ligeira
O pensamento que bate sem se ler,
Já não sei escrever então dessa lareira
O frio que em mim se abate sem crescer.
E procria o amor-perfeito em flor vibrante,
Com carinhos que nele mal me fazem crer
Para deixar vestígios secos de uma amante
Que há escondida algures à espera de nascer.
Lamego, 20 de Abril de 2014
Quando vieres buscar o amanhã
Pergunta-me se o tenho comigo,
Reles, o futuro bandido
Onde te afundas.
Reza-se intrometido nas incertezas,
Incapaz de me consertar.
Quando vieres buscar o ontem
Que te devo,
Não estarei mais lá....
Fico-me antes por cá, onde te afundas,
E onde vens buscar o amanhã
Do qual te dizes amigo,
Deixa-te, ele fugiu antes comigo.
Quando vieres buscar o hoje,
Deixa-te pelo caminho,
É comigo que ele foge.
E o que queres tu do meu destino?
Não percas tempo em busca do amanhã,
Ele fugiu ontem comigo, chegou hoje de manhã.
Quando vieres buscar o amanhã
Pergunta-me se o tenho comigo,
Reles, o futuro bandido
Onde te afundas.
Reza-se intrometido nas incertezas,
Incapaz de me consertar.
Quando vieres buscar o ontem
Que te devo,
Não estarei mais lá....
Fico-me antes por cá, onde te afundas,
E onde vens buscar o amanhã
Do qual te dizes amigo,
Deixa-te, ele fugiu antes comigo.
Quando vieres buscar o hoje,
Deixa-te pelo caminho,
É comigo que ele foge.
E o que queres tu do meu destino?
Não percas tempo em busca do amanhã,
Ele fugiu ontem comigo, chegou hoje de manhã.
sábado, 12 de abril de 2014
Não fui ao mar para te pedir que me contes os meus sonhos, largados na areia em estilhaços de vidro.
Fui para lavar os meus desejos ocultos de te ter, e sem querer cuspiste-lhes mais uma onda para os afogar. Fui sem volta na revolta de querer sair, e aos passos pequenos decidi que não viria de novo para te ver, se é que sei ver na cegueira de castigos incultos que me prometo. O que foi descansado de grãos de areia remotos chega ao céu já sem sal, e todo o seu mal inunda o mar aonde fui para lavar os despojos de quereres irretribuíveis.
Subi as dunas, sequei os pés, e tudo o que foi sentimento está agora rés-bés ao chão que piso. E piso até arrebatar a pedra da calçada que o constrói de fora e me pesa, porque pesa. Ficam as culturas sem sustento e os poemas sem momento e os olhares já se evitam. Não perguntei porquê, levantei-me do chão, e andei de volta ao mar, onde não fui para que me contes os meus sonhos.
Fui para lavar os meus desejos ocultos de te ter, e sem querer cuspiste-lhes mais uma onda para os afogar. Fui sem volta na revolta de querer sair, e aos passos pequenos decidi que não viria de novo para te ver, se é que sei ver na cegueira de castigos incultos que me prometo. O que foi descansado de grãos de areia remotos chega ao céu já sem sal, e todo o seu mal inunda o mar aonde fui para lavar os despojos de quereres irretribuíveis.
Subi as dunas, sequei os pés, e tudo o que foi sentimento está agora rés-bés ao chão que piso. E piso até arrebatar a pedra da calçada que o constrói de fora e me pesa, porque pesa. Ficam as culturas sem sustento e os poemas sem momento e os olhares já se evitam. Não perguntei porquê, levantei-me do chão, e andei de volta ao mar, onde não fui para que me contes os meus sonhos.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Quem será o dono dos nossos demónios?
Serão eles amestrados por corpos sem valores,
Desesperos, ardores,
Quem será?
Começamos intérpretes do momento,
Saliva, suores, unguento,
Mas quem nos os será?
Vêm os tempos sangrentos,
Para nos deixar perdidos,
E vivemos atentos,...
Apaziguando os desconfortos
Dos nossos demónios,
Que ninguém tem.
Ofereço os meus demónios
A quem os souber guardar.
Que lhes dê um bom nome,Que lhes faça um carinho,
Que lhes cure a dor.
Soltando-os do seu criador,
Que lhes construa um castelo,
Bem longe, bem longe de mim,
Que ponha aos meus demónios
Um fim.
Serão eles amestrados por corpos sem valores,
Desesperos, ardores,
Quem será?
Começamos intérpretes do momento,
Saliva, suores, unguento,
Mas quem nos os será?
Vêm os tempos sangrentos,
Para nos deixar perdidos,
E vivemos atentos,...
Apaziguando os desconfortos
Dos nossos demónios,
Que ninguém tem.
Ofereço os meus demónios
A quem os souber guardar.
Que lhes dê um bom nome,Que lhes faça um carinho,
Que lhes cure a dor.
Soltando-os do seu criador,
Que lhes construa um castelo,
Bem longe, bem longe de mim,
Que ponha aos meus demónios
Um fim.
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