Nada me tens.
Nada mais do que um olhar entre quimeras.
Vicias fantasias que recolhes para viver.
Sabes-te menos, sens saberes.
E sem saberes, mesmo assim te veneras.
Nada me tens, meu amor.
Nem o que resta dessa esperança que me olhes.
Vicias fantasias sem saberes o que é viver,
Talvez não serei eu esposa do saber,
Mas mesmo assim, te proliferas.
E já cansada de tudo o que é dizer
Arrisco-me a ficar entre o silêncio que não olhes
E a minha lembrança do prazer,
Pois já de não saber de onde vens,
Ou sequer para onde vais, se não te colhes,
Apenas sei viver que não me tens.
Nada me tens.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Escrevo uma ode ao tempo
Que não me afagou,
E ao frio do relento
Que não me aconchegou.
Peço-lhe esperança
Para não dizer
Que o que fica do tempo
Não sabe viver.
Escrevo uma ode à água
Que não se lavou
Por toda a mágoa
Que em mim deixou,
Que não se fique
Sem transtorno,
Que ao volver
Em mim me torno,
E essa ode que escrevo
Ao tempo,
Lava-a a água
Sem tormento.
Que não me afagou,
E ao frio do relento
Que não me aconchegou.
Peço-lhe esperança
Para não dizer
Que o que fica do tempo
Não sabe viver.
Escrevo uma ode à água
Que não se lavou
Por toda a mágoa
Que em mim deixou,
Que não se fique
Sem transtorno,
Que ao volver
Em mim me torno,
E essa ode que escrevo
Ao tempo,
Lava-a a água
Sem tormento.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Chora em quatro graus diferentes o teu choro, e em cada um deles, um segredo.
Prometes-te abrir a porta certa
Mas voltas a fechá-la sem me deixares passar.
Prometes-te ver da janela aberta
O que puseste a arejar.
Prometes-te abrir a porta certa
Mas voltas a fechá-la sem me deixares passar.
Prometes-te ver da janela aberta
O que puseste a arejar.
E os quatro segredos do teu choro
Vão além do que odeio ou do que adoro,
São nem mais nem menos que o lacrimejar
Desses teus passos.
Chora em quatro graus diferentes
O teu choro, e em cada um deles, um segredo.
Vão além do que odeio ou do que adoro,
São nem mais nem menos que o lacrimejar
Desses teus passos.
Chora em quatro graus diferentes
O teu choro, e em cada um deles, um segredo.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Contam-se os avisos do vento,
Vai deixar de soprar ao teu ouvido.
Nem o suspiro mais lento
Que alguma vez haverás lido.
Ficas-te em rumores que não controlas
Poesia sem saber que será louca,
E a muita loucura que isolas
Rogas à tua pele que seja pouca.
Contam-se os suspiros do vento
Em promessas que se deixam diluir,
Não mais os ouvirás no tempo
Saberás o que é demais no seu fugir.
Vai deixar de soprar ao teu ouvido.
Nem o suspiro mais lento
Que alguma vez haverás lido.
Ficas-te em rumores que não controlas
Poesia sem saber que será louca,
E a muita loucura que isolas
Rogas à tua pele que seja pouca.
Contam-se os suspiros do vento
Em promessas que se deixam diluir,
Não mais os ouvirás no tempo
Saberás o que é demais no seu fugir.
domingo, 26 de agosto de 2012
Quase me confundes
Nesse teu silêncio oculto
De mar.
Como se pedisses
Para não voltar
A iludir-me.
Uso o sorriso
Para não ficar,
Ficas tu
E o tempo
A sacudir-me.
Quase me prometes
Esse teu silêncio oculto
De amar.
Como se pedisses
P'ra desiludir-me.
Uso o sorriso
Para não ficar,
Ficas tu
E o tempo
A dividir-me.
Nesse teu silêncio oculto
De mar.
Como se pedisses
Para não voltar
A iludir-me.
Uso o sorriso
Para não ficar,
Ficas tu
E o tempo
A sacudir-me.
Quase me prometes
Esse teu silêncio oculto
De amar.
Como se pedisses
P'ra desiludir-me.
Uso o sorriso
Para não ficar,
Ficas tu
E o tempo
A dividir-me.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Sento-me em frente ao medo
Faço-lhe sorrisos em vez de ilusões
Deixo-lhe ficar o vazio
Nas suas emoções.
Sento-me em frente ao medo,
Digo-lhe gostar de mim,
E fica o vazio sossego
Quase sem fim.
Sento-me em frente ao medo
Nesse jardim que tens com flores,
Troco olhares com o seu ego
E um arco-íris de cores.
E fica o medo a olhar-me
No mistério que só tem
A luz do Sol a cegar-me
De vontades sem desdém.
Faço-lhe sorrisos em vez de ilusões
Deixo-lhe ficar o vazio
Nas suas emoções.
Sento-me em frente ao medo,
Digo-lhe gostar de mim,
E fica o vazio sossego
Quase sem fim.
Sento-me em frente ao medo
Nesse jardim que tens com flores,
Troco olhares com o seu ego
E um arco-íris de cores.
E fica o medo a olhar-me
No mistério que só tem
A luz do Sol a cegar-me
De vontades sem desdém.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Vais sendo víbora do tempo
Que gasto em ti,
Talvez no pensamento,
Talvez no que não fica
Do que esqueci:
Noite.
Aos poucos encerro a madrugada e, com ela,
O não-sonho.
Vais sendo víbora do tempo,
Fechada por uma janela
Em ti me erro:
Noite.
Adormeço em desejos
Que gasto em ti.
Permanecem até à madrugada,
Fechados por uma janela;
Não sabem eles como és bela:
Noite.
Que gasto em ti,
Talvez no pensamento,
Talvez no que não fica
Do que esqueci:
Noite.
Aos poucos encerro a madrugada e, com ela,
O não-sonho.
Vais sendo víbora do tempo,
Fechada por uma janela
Em ti me erro:
Noite.
Adormeço em desejos
Que gasto em ti.
Permanecem até à madrugada,
Fechados por uma janela;
Não sabem eles como és bela:
Noite.
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