Fecho os olhos
Para não me veres.
Chama-me a loucura
À razão de não me quereres, vento.
E eu fujo com mais força,
Finjo com mais força,
Mas não fico.
Fico onde não sopras,
Ó vento,
Nessa última recordação
Que não guardo
Do teu carinho.
sábado, 26 de janeiro de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Escrevo uma ode ao tempo
Que não me afagou,
E ao frio do relento
Que não me aconchegou.
Peço-lhe esperança
Para não dizer
Que o que fica do tempo
Não sabe viver.
Escrevo uma ode à água
Que não se lavou
Por toda a mágoa
Que em mim deixou,
Que não se fique
Sem transtorno,
Que ao volver
Em mim me torno,
E essa ode que escrevo
Ao tempo,
Lava-a a água
Sem tormento.
Que não me afagou,
E ao frio do relento
Que não me aconchegou.
Peço-lhe esperança
Para não dizer
Que o que fica do tempo
Não sabe viver.
Escrevo uma ode à água
Que não se lavou
Por toda a mágoa
Que em mim deixou,
Que não se fique
Sem transtorno,
Que ao volver
Em mim me torno,
E essa ode que escrevo
Ao tempo,
Lava-a a água
Sem tormento.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Chora em quatro graus diferentes o teu choro, e em cada um deles, um segredo.
Prometes-te abrir a porta certa
Mas voltas a fechá-la sem me deixares passar.
Prometes-te ver da janela aberta
O que puseste a arejar.
Prometes-te abrir a porta certa
Mas voltas a fechá-la sem me deixares passar.
Prometes-te ver da janela aberta
O que puseste a arejar.
E os quatro segredos do teu choro
Vão além do que odeio ou do que adoro,
São nem mais nem menos que o lacrimejar
Desses teus passos.
Chora em quatro graus diferentes
O teu choro, e em cada um deles, um segredo.
Vão além do que odeio ou do que adoro,
São nem mais nem menos que o lacrimejar
Desses teus passos.
Chora em quatro graus diferentes
O teu choro, e em cada um deles, um segredo.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Contam-se os avisos do vento,
Vai deixar de soprar ao teu ouvido.
Nem o suspiro mais lento
Que alguma vez haverás lido.
Ficas-te em rumores que não controlas
Poesia sem saber que será louca,
E a muita loucura que isolas
Rogas à tua pele que seja pouca.
Contam-se os suspiros do vento
Em promessas que se deixam diluir,
Não mais os ouvirás no tempo
Saberás o que é demais no seu fugir.
Vai deixar de soprar ao teu ouvido.
Nem o suspiro mais lento
Que alguma vez haverás lido.
Ficas-te em rumores que não controlas
Poesia sem saber que será louca,
E a muita loucura que isolas
Rogas à tua pele que seja pouca.
Contam-se os suspiros do vento
Em promessas que se deixam diluir,
Não mais os ouvirás no tempo
Saberás o que é demais no seu fugir.
domingo, 26 de agosto de 2012
Quase me confundes
Nesse teu silêncio oculto
De mar.
Como se pedisses
Para não voltar
A iludir-me.
Uso o sorriso
Para não ficar,
Ficas tu
E o tempo
A sacudir-me.
Quase me prometes
Esse teu silêncio oculto
De amar.
Como se pedisses
P'ra desiludir-me.
Uso o sorriso
Para não ficar,
Ficas tu
E o tempo
A dividir-me.
Nesse teu silêncio oculto
De mar.
Como se pedisses
Para não voltar
A iludir-me.
Uso o sorriso
Para não ficar,
Ficas tu
E o tempo
A sacudir-me.
Quase me prometes
Esse teu silêncio oculto
De amar.
Como se pedisses
P'ra desiludir-me.
Uso o sorriso
Para não ficar,
Ficas tu
E o tempo
A dividir-me.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Sento-me em frente ao medo
Faço-lhe sorrisos em vez de ilusões
Deixo-lhe ficar o vazio
Nas suas emoções.
Sento-me em frente ao medo,
Digo-lhe gostar de mim,
E fica o vazio sossego
Quase sem fim.
Sento-me em frente ao medo
Nesse jardim que tens com flores,
Troco olhares com o seu ego
E um arco-íris de cores.
E fica o medo a olhar-me
No mistério que só tem
A luz do Sol a cegar-me
De vontades sem desdém.
Faço-lhe sorrisos em vez de ilusões
Deixo-lhe ficar o vazio
Nas suas emoções.
Sento-me em frente ao medo,
Digo-lhe gostar de mim,
E fica o vazio sossego
Quase sem fim.
Sento-me em frente ao medo
Nesse jardim que tens com flores,
Troco olhares com o seu ego
E um arco-íris de cores.
E fica o medo a olhar-me
No mistério que só tem
A luz do Sol a cegar-me
De vontades sem desdém.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Vais sendo víbora do tempo
Que gasto em ti,
Talvez no pensamento,
Talvez no que não fica
Do que esqueci:
Noite.
Aos poucos encerro a madrugada e, com ela,
O não-sonho.
Vais sendo víbora do tempo,
Fechada por uma janela
Em ti me erro:
Noite.
Adormeço em desejos
Que gasto em ti.
Permanecem até à madrugada,
Fechados por uma janela;
Não sabem eles como és bela:
Noite.
Que gasto em ti,
Talvez no pensamento,
Talvez no que não fica
Do que esqueci:
Noite.
Aos poucos encerro a madrugada e, com ela,
O não-sonho.
Vais sendo víbora do tempo,
Fechada por uma janela
Em ti me erro:
Noite.
Adormeço em desejos
Que gasto em ti.
Permanecem até à madrugada,
Fechados por uma janela;
Não sabem eles como és bela:
Noite.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Desejo ter controlo sobre o mundo sem estar fraca,
E despedir o certo do seu chão.
Chamar o ocidente a adormecer-me, se estou louca,
E perder a razão.
Inventar sob a terra esta vontade que em mim brota
de criar sonho onde não há paixão.
E deixar isso tudo para quem não sabe a rota,
Ou o caminho na distância do amor à emoção.
E despedir o certo do seu chão.
Chamar o ocidente a adormecer-me, se estou louca,
E perder a razão.
Inventar sob a terra esta vontade que em mim brota
de criar sonho onde não há paixão.
E deixar isso tudo para quem não sabe a rota,
Ou o caminho na distância do amor à emoção.
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