Já quase no nevoeiro
Se soltam gritos de fugidia brancura
A paz que de ela vem, como do frio,
Deixa-se escorrer pelos lábios
Como ar quente que se solta em disparia
De um mundo.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
É ver as horas passar
Sem contar o tempo.
O tempo leva-o longe, o vento,
Achava querer-se amar.
Amar é longe no vento
E perto afogado no mar.
É ver as horas cair
De tempo contado,
Deixá-las querer-se matar.
É ver as horas cair,
É ver o tempo cair,
É vê-lo ir para longe com o vento
E lavá-lo afogado no mar.
Saberá o tempo do vento
Beijar o tempo do mar?
Tudo se resume a tempo:
Ao tempo que queremos ter,
Ao tempo que queremos dar.
Achando que o pensamento
Sozinho te irá lá levar,
Não é uma questão de tempo,
Mas sim de saber amar.
Já sou velha de tortura,
O que dói, sei, não vou torturar
Se sei bem que bem do tempo
Não há vida num momento,
Nem cardo para a agarrar.
E tirar vida do tempo
É fardo de suportar.
Não se vive de momento.
Acorda. Aprende a amar.
Sem contar o tempo.
O tempo leva-o longe, o vento,
Achava querer-se amar.
Amar é longe no vento
E perto afogado no mar.
É ver as horas cair
De tempo contado,
Deixá-las querer-se matar.
É ver as horas cair,
É ver o tempo cair,
É vê-lo ir para longe com o vento
E lavá-lo afogado no mar.
Saberá o tempo do vento
Beijar o tempo do mar?
Tudo se resume a tempo:
Ao tempo que queremos ter,
Ao tempo que queremos dar.
Achando que o pensamento
Sozinho te irá lá levar,
Não é uma questão de tempo,
Mas sim de saber amar.
Já sou velha de tortura,
O que dói, sei, não vou torturar
Se sei bem que bem do tempo
Não há vida num momento,
Nem cardo para a agarrar.
E tirar vida do tempo
É fardo de suportar.
Não se vive de momento.
Acorda. Aprende a amar.
sábado, 17 de dezembro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Tenho raiva ao medo que me inspira
E transpiro essa raiva ao meu sufoco.
Sou cúmplice da treva que me mira
E vejo no terror o meu conforto.
São negras as nuvens com que sonho
E levam-me a voar no céu sem vento.
Que trevas serão essas, se me imponho
Ao sonho sem sabor e ao frio sem relento?
O perto não é perto nem é longe
O longe sem querer não me é devoto.
E fico perto sem querer nesta distância que me foge,
Desse longe onde me leva este céu morto.
E transpiro essa raiva ao meu sufoco.
Sou cúmplice da treva que me mira
E vejo no terror o meu conforto.
São negras as nuvens com que sonho
E levam-me a voar no céu sem vento.
Que trevas serão essas, se me imponho
Ao sonho sem sabor e ao frio sem relento?
O perto não é perto nem é longe
O longe sem querer não me é devoto.
E fico perto sem querer nesta distância que me foge,
Desse longe onde me leva este céu morto.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
E se eu visse na escuridão suprema
A luz com que o meu medo te acalma,
Seria vão o Sol em tarde amena,
Seria o corpo o meu espelho da alma
Onde se mexe o tempo sem ponteiros,
Onde se afasta o sol da estrada atenta,
Seriam vãos caminhos sem roteiros,
Seria a sua caminhada lenta,
Seria a negridão de claros freios
A remar o conforto que amamenta
O frio, a cor, o toque nos meus seios
Do tu que é teu e de mim se alimenta.
A luz com que o meu medo te acalma,
Seria vão o Sol em tarde amena,
Seria o corpo o meu espelho da alma
Onde se mexe o tempo sem ponteiros,
Onde se afasta o sol da estrada atenta,
Seriam vãos caminhos sem roteiros,
Seria a sua caminhada lenta,
Seria a negridão de claros freios
A remar o conforto que amamenta
O frio, a cor, o toque nos meus seios
Do tu que é teu e de mim se alimenta.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Gosto de ver o Sol deitar-se cedo
Depois da multidão.
Rezam histórias que a luz
É discípula do medo,
E o escuro, da solidão.
Gosto de ver o Sol deitar-se cedo
No escuro das luzes de rua.
Não se acendem por ter gente,
Não se acendem por estar nua,
Apagam-se no seu credo.
Gosto de ver o Sol deitar-se cedo
No horizonte do futuro que se apaga.
Não há luz nas ruas.
Reza-se o medo, reza-se o escuro.
No conforto do que piso, este me afaga.
Depois da multidão.
Rezam histórias que a luz
É discípula do medo,
E o escuro, da solidão.
Gosto de ver o Sol deitar-se cedo
No escuro das luzes de rua.
Não se acendem por ter gente,
Não se acendem por estar nua,
Apagam-se no seu credo.
Gosto de ver o Sol deitar-se cedo
No horizonte do futuro que se apaga.
Não há luz nas ruas.
Reza-se o medo, reza-se o escuro.
No conforto do que piso, este me afaga.
domingo, 2 de outubro de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
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