Perco-me em contradições
E levo-me onde o tempo não se conta.
As estrelas, hipotéticas noções
E o vento é o que, lento, nos afronta.
Sem medo a vida não é mais que o nada
E palavras corridas são vazias
Se me levasse o tempo a madrugada
Seria choro em lágrimas razias.
Inventar palavras para páginas limpas
O álcool que me imponho sem calor.
Passa-lhe o efeito, e (re)volta-me a dor
E fujo ao que desisto de mim...
Corro sem forças por (não) ser assim...
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Qual o destino?
Para onde é que me levas?
O vento sopra sem sentido,
És tu vão nas tuas trevas?
Destino?
Qual é o destino?
Soa a música como vida
O meu sonho não tem tino,
Não tens tino?
Bate que bate a tortura
Que não sei que dela digo.
És tu vão nas tuas trevas?
És tu, nelas, meu abrigo?
Qual é o destino?
Não me cales...
Não te cales...
E as vozes que nos soam,
Semelhantes ao passado,
Acham-se aves que em nós voam,
Nos levam para outro lado.
A música não me pega,
Não tenho como a dançar,
E diz-me qual é o destino
Que em mim vais desenhar...
Dança comigo,
Se também não sabes...
Qual é o destino.
Para onde é que me levas?
O vento sopra sem sentido,
És tu vão nas tuas trevas?
Destino?
Qual é o destino?
Soa a música como vida
O meu sonho não tem tino,
Não tens tino?
Bate que bate a tortura
Que não sei que dela digo.
És tu vão nas tuas trevas?
És tu, nelas, meu abrigo?
Qual é o destino?
Não me cales...
Não te cales...
E as vozes que nos soam,
Semelhantes ao passado,
Acham-se aves que em nós voam,
Nos levam para outro lado.
A música não me pega,
Não tenho como a dançar,
E diz-me qual é o destino
Que em mim vais desenhar...
Dança comigo,
Se também não sabes...
Qual é o destino.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
Hoje vou fugir
Como se a rima não me amparasse.
Vou andar a pé,
Ver-me passar,
Olhar como se um rio passeasse.
Vou passar a ponte e vou-me ouvir,
Fechando os olhos sinto a estrada oculta.
A doçura do vento faz-me rir,
E aquece-me a que do fumo resulta.
Hoje vou fugir
Sem ter caminho em paralelo...
Vou escorregar nas estrelas
Que ainda não se vêem,
E ver-me cair...
Não quero deixar rasto
Se me vêem.
Não quero falar de ti.
Não quero resguardar-me nas palavras
Que em tempos, só por si, valiam tudo.
Não vou falar de ti, não vou falar de nada.
E vou escrever como se o tempo fosse mudo.
Como se a rima não me amparasse.
Vou andar a pé,
Ver-me passar,
Olhar como se um rio passeasse.
Vou passar a ponte e vou-me ouvir,
Fechando os olhos sinto a estrada oculta.
A doçura do vento faz-me rir,
E aquece-me a que do fumo resulta.
Hoje vou fugir
Sem ter caminho em paralelo...
Vou escorregar nas estrelas
Que ainda não se vêem,
E ver-me cair...
Não quero deixar rasto
Se me vêem.
Não quero falar de ti.
Não quero resguardar-me nas palavras
Que em tempos, só por si, valiam tudo.
Não vou falar de ti, não vou falar de nada.
E vou escrever como se o tempo fosse mudo.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
O sonho fica longe e não me volta,
Agarra no cascalho que ladrilha,
Um dia usei o sonho por estar morta,
Achando que é no sonho o que fervilha.
Quis ser fogo no vento que arrefece
Levar calor ardente ao que definha,
Achar que a cor é negra numa linha,
Que segue e em todas as cores decresce.
Fui, vaga, ao horizonte do horizonte,
Para encontrar o fim do que se acaba,
Fui longe sem sair deste meu monte,
Que por loucura insípida desaba...
Quem sou para amarrar os meus sentidos?
Ou pra querer sentir intensamente?
Sou nada no que se diz e se mente...
Sou vã e madrugada delinquente,
Nas coisas das palavras sou quem mente,
Por dizer-me ser omnipotente,
Por querer mais que o escrito que foi lido.
Agarra no cascalho que ladrilha,
Um dia usei o sonho por estar morta,
Achando que é no sonho o que fervilha.
Quis ser fogo no vento que arrefece
Levar calor ardente ao que definha,
Achar que a cor é negra numa linha,
Que segue e em todas as cores decresce.
Fui, vaga, ao horizonte do horizonte,
Para encontrar o fim do que se acaba,
Fui longe sem sair deste meu monte,
Que por loucura insípida desaba...
Quem sou para amarrar os meus sentidos?
Ou pra querer sentir intensamente?
Sou nada no que se diz e se mente...
Sou vã e madrugada delinquente,
Nas coisas das palavras sou quem mente,
Por dizer-me ser omnipotente,
Por querer mais que o escrito que foi lido.
sábado, 23 de outubro de 2010
És paz em chama acesa que consome.
És quente em mim, na pele arrepiada...
És frio numa noite de Outono,
Inverno em solarenga madrugada.
És mítico poema num olhar,
Que por não ser palavras, julga tudo.
És eterna conversa que se cala,
Sem desejo que, nisso, sejas mudo.
Não queria escrever estas palavras,
Pois se és, és mais que mera descrição.
Feliz posso eu ser, que me prometes,
Escrever-me nos dedos da minha mão...
Sentiste-me o destino, se ele existe.
E adubaste a flor que em mim plantaste...
Mais tarde nada vou ser, que o meu destino,
Pensando que em mim o desenhaste...
És quente em mim, na pele arrepiada...
És frio numa noite de Outono,
Inverno em solarenga madrugada.
És mítico poema num olhar,
Que por não ser palavras, julga tudo.
És eterna conversa que se cala,
Sem desejo que, nisso, sejas mudo.
Não queria escrever estas palavras,
Pois se és, és mais que mera descrição.
Feliz posso eu ser, que me prometes,
Escrever-me nos dedos da minha mão...
Sentiste-me o destino, se ele existe.
E adubaste a flor que em mim plantaste...
Mais tarde nada vou ser, que o meu destino,
Pensando que em mim o desenhaste...
domingo, 17 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Vou fugir ao que é terreno,
Mas vou dançar.
Pôr o vento numa caixa,
Para deixar de voar.
Vou cair lá no horizonte,
Pois foi lá que me perdi.
Enterrar o uivo no monte,
Achando que o lati.
Se for chuva, vou escorrendo,
Até que me vou bebendo,
As árvores saciar,
Até me saber cantar.
Na água de um rio me ponho,
Na lama das margens me afundo
E numa poça me sonho,
Achando nas nuvens um mundo.
Mas vou dançar.
Pôr o vento numa caixa,
Para deixar de voar.
Vou cair lá no horizonte,
Pois foi lá que me perdi.
Enterrar o uivo no monte,
Achando que o lati.
Se for chuva, vou escorrendo,
Até que me vou bebendo,
As árvores saciar,
Até me saber cantar.
Na água de um rio me ponho,
Na lama das margens me afundo
E numa poça me sonho,
Achando nas nuvens um mundo.
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