Do lado de fora, bateram à minha janela...
E eu abri. Deixei entrar.
Chamou-me o vento por ela,
Sozinha deixou-me a voar.
Cá fora só ouço um gato,
Que mia, com desespero.
E as estrelas, que brilhavam
Estão hoje tapadas com nuvens,
Como se tivessem medo.
Do lado de dentro, bateram à minha porta...
Não quis que pudessem sair,
Arrombaram-me as certezas,
Quebraram as 4 paredes,
Deixaram entrar tristezas...
Roubaram loucuras.
Lá dentro, ouço o relento
Que desejava lá fora.
Agora já não há nada,
Vou dormir, pois está na hora.
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Como foi?
Como foi que o céu azul foi encarnado,
E vermelho se despiu fã do seu fado,
Que cantado foi martírio no que sou...
Como foi que se passou?
Como é?
Que agora o tempo tem sentido,
E sentido é mais ainda que medido,
Seus segundos são passados e corrói...
Como é que sou quem foi?
E será?
Será que o vento cobre o meu tormento,
Se o levar leve, recolhe o alento,
Por baixo do Outono que virá?
Será que um outro beijo me rejeita,
Sabendo que sou fel à tua ceita,
Aquele que de nome não ficará?
Mostrar-me-ás tu, de longe, o caminho,
Desenharás um trevo no meu pé,
Serás tu a sonhar-me no relento,
Porque o que seria já nunca é?
Como foi que o céu azul foi encarnado,
E vermelho se despiu fã do seu fado,
Que cantado foi martírio no que sou...
Como foi que se passou?
Como é?
Que agora o tempo tem sentido,
E sentido é mais ainda que medido,
Seus segundos são passados e corrói...
Como é que sou quem foi?
E será?
Será que o vento cobre o meu tormento,
Se o levar leve, recolhe o alento,
Por baixo do Outono que virá?
Será que um outro beijo me rejeita,
Sabendo que sou fel à tua ceita,
Aquele que de nome não ficará?
Mostrar-me-ás tu, de longe, o caminho,
Desenharás um trevo no meu pé,
Serás tu a sonhar-me no relento,
Porque o que seria já nunca é?
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
As palavras fogem-me, como as memórias.
Não sei dizer o que não tenho,
Não sei viver o que não sonho.
Fogem-me, não as agarro,
Não há tempo p'ra render-me ao seu engenho.
São palavras que se mentem,
Carinhos que se inventam,
Miragens que me alentam,
No meu perfeito egoísmo.
Vou dispensar-me do fardo
Daqueles que sofrem de mim.
Quero olhar p'ró horizonte
E dizer que é mesmo o fim.
Que não espero mais pelas palavras,
Que não jogo mais de versos,
Que o que digo são amarras
E o que esqueço é o inverso.
Não mais.
Não me vou deixar sofrer pela tortura,
Que escrever é a mentira que mais cura.
Vou desmentir-me poeta, pois me invento.
E se as palavras me fogem é porque lhes traz alento.
E não quero rimar, pois me adivinho.
E ao sonho peço-lhe apenas:
Deixa-me ler-te sozinho.
Não sei dizer o que não tenho,
Não sei viver o que não sonho.
Fogem-me, não as agarro,
Não há tempo p'ra render-me ao seu engenho.
São palavras que se mentem,
Carinhos que se inventam,
Miragens que me alentam,
No meu perfeito egoísmo.
Vou dispensar-me do fardo
Daqueles que sofrem de mim.
Quero olhar p'ró horizonte
E dizer que é mesmo o fim.
Que não espero mais pelas palavras,
Que não jogo mais de versos,
Que o que digo são amarras
E o que esqueço é o inverso.
Não mais.
Não me vou deixar sofrer pela tortura,
Que escrever é a mentira que mais cura.
Vou desmentir-me poeta, pois me invento.
E se as palavras me fogem é porque lhes traz alento.
E não quero rimar, pois me adivinho.
E ao sonho peço-lhe apenas:
Deixa-me ler-te sozinho.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
O teu nome é o que começa no Mar
E acaba em Terra,
E este é o último poema que lhe escrevo.
É certo que não sabes quem diz nem, bem, quem erra,
E descobri-lo será o teu maior medo.
Serás tu assim, barco de remos?
Ou pensas que no vento tens guarida?
Perdoo-me por querer navegar-te
Numa viagem de volta sem ida...
Mas sou, pois, chama acesa que se abate,
Por razões que no tempo não se tentam.
E tentando sem fim que o céu se mate,
Resta-me a Lua e estrelas que se inventam.
Recordo neste céu que, vão, me cobre,
As nuvens que, de chuva, não tocámos.
Quem sabe, esperarei morrer de frio,
De um dia, que de quente, confortámos.
Já foi mais longe o tempo que o que foste,
Mas gasto-o, sem querer. Reles esperança!
Fui noite e ao dia queres que me encoste,
Palavras caladas numa aliança!
E acaba em Terra,
E este é o último poema que lhe escrevo.
É certo que não sabes quem diz nem, bem, quem erra,
E descobri-lo será o teu maior medo.
Serás tu assim, barco de remos?
Ou pensas que no vento tens guarida?
Perdoo-me por querer navegar-te
Numa viagem de volta sem ida...
Mas sou, pois, chama acesa que se abate,
Por razões que no tempo não se tentam.
E tentando sem fim que o céu se mate,
Resta-me a Lua e estrelas que se inventam.
Recordo neste céu que, vão, me cobre,
As nuvens que, de chuva, não tocámos.
Quem sabe, esperarei morrer de frio,
De um dia, que de quente, confortámos.
Já foi mais longe o tempo que o que foste,
Mas gasto-o, sem querer. Reles esperança!
Fui noite e ao dia queres que me encoste,
Palavras caladas numa aliança!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Hoje acordei cheia de esperança de morrer,
Perder-me, onde fiquei, onde me foste tu saber...
Mas nunca lá me soubeste..
E a esperança, em revolta se envolveu.
Pediu-me resistência nas palavras que sofreu,
Que me encontro escorregando no meu leste, no teu norte....
Hoje acordei cheia de esperança de morrer,
Mais que a claustrofobia de saber-me não te ter...
Porque no sonho te falei, te pedi braços persistentes...
Quis saber-me confortável no conforto que me mentes....
Ai...........
Tinhas que te deixar levar pelas palavras, pela ciência não exacta.
Ciência são experiências, reais, sem tempo, sem data...
Roubaste-me essas palavras que eu nunca te direi,
E fizeste-mas falar por meios que nunca usarei....
Não estou... Não estou aqui, nem estarei.
Repudio-me por ser-te nas palavras que aqui escrevo.
O que temo não me deixa e o que deixo em ti o temo.
Não sei o que te darei, muito menos o que devo.
Foste vão por seres palavras e tudo por me teres medo...
Tinhas medo do meu amor, que de amor já está queimado,
Nas cinzas das quais nasceu de novo,
Foi rejeitado.
Não sabes o que é amor, não sabes o que é amar. Vais ser vão nessas palavras, imaturo nessas mágoas, calor no frio que sentes, pois vazio é o que mentes, por muito mais que o não tentes....
Não darei mais, escrevo eu. Mas fujo às palavras p'ró céu, mas fujo ao calor p'ró relento... Mas eu tento... Eu tento!...........Eu tento.......
Perder-me, onde fiquei, onde me foste tu saber...
Mas nunca lá me soubeste..
E a esperança, em revolta se envolveu.
Pediu-me resistência nas palavras que sofreu,
Que me encontro escorregando no meu leste, no teu norte....
Hoje acordei cheia de esperança de morrer,
Mais que a claustrofobia de saber-me não te ter...
Porque no sonho te falei, te pedi braços persistentes...
Quis saber-me confortável no conforto que me mentes....
Ai...........
Tinhas que te deixar levar pelas palavras, pela ciência não exacta.
Ciência são experiências, reais, sem tempo, sem data...
Roubaste-me essas palavras que eu nunca te direi,
E fizeste-mas falar por meios que nunca usarei....
Não estou... Não estou aqui, nem estarei.
Repudio-me por ser-te nas palavras que aqui escrevo.
O que temo não me deixa e o que deixo em ti o temo.
Não sei o que te darei, muito menos o que devo.
Foste vão por seres palavras e tudo por me teres medo...
Tinhas medo do meu amor, que de amor já está queimado,
Nas cinzas das quais nasceu de novo,
Foi rejeitado.
Não sabes o que é amor, não sabes o que é amar. Vais ser vão nessas palavras, imaturo nessas mágoas, calor no frio que sentes, pois vazio é o que mentes, por muito mais que o não tentes....
Não darei mais, escrevo eu. Mas fujo às palavras p'ró céu, mas fujo ao calor p'ró relento... Mas eu tento... Eu tento!...........Eu tento.......
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Nunca mais eu vi as estrelas,
Perdeste-te na noite só por vê-las
Esqueceste-te das cores que tens ao tê-las,
E roubaste-mas, do meu céu.
Fingiste-te seres tu desentendido,
Por achares tu mal que eu as tinha tido,
Mas Foi porque tas dei que as tiveste,
As estrelas daquele céu que me reveste.
Nunca mais as vi.
E, com esperança, estou a pé pré-alvorada.
Mas não dá, e sem que queiras foi para ti
Que o fogo reservou noite matada.
Nunca mais, e sei que não te importas com o desgosto.
As palavras são carinhos no teu rosto,
E eu? Eu nada sou. Nem nada do que te dou.
O que te dou é tempestade,
Inundações de vaidade,
Carinhos sem ter amor...
Talvez não, mas o que o vales,
Não chega para matares
O desgosto das palavras, que me dizes por me amares.
Por não teres mares....
Por não teres praias...
E a revolta em mim é tanta
Que desejo que não caias...
E os pontos não se acabam,
Porque um dia vi palavras e palavras não me viram,
Deixaram-me desgastada nas amarras do que queriam...
Deixei de te querer palavras.
Um dia pedi-te estrelas....
Mas as estrelas que me amavas
Não eram assim tão belas....
Aquelas? Nunca mais as vi.....
Perdeste-te na noite só por vê-las
Esqueceste-te das cores que tens ao tê-las,
E roubaste-mas, do meu céu.
Fingiste-te seres tu desentendido,
Por achares tu mal que eu as tinha tido,
Mas Foi porque tas dei que as tiveste,
As estrelas daquele céu que me reveste.
Nunca mais as vi.
E, com esperança, estou a pé pré-alvorada.
Mas não dá, e sem que queiras foi para ti
Que o fogo reservou noite matada.
Nunca mais, e sei que não te importas com o desgosto.
As palavras são carinhos no teu rosto,
E eu? Eu nada sou. Nem nada do que te dou.
O que te dou é tempestade,
Inundações de vaidade,
Carinhos sem ter amor...
Talvez não, mas o que o vales,
Não chega para matares
O desgosto das palavras, que me dizes por me amares.
Por não teres mares....
Por não teres praias...
E a revolta em mim é tanta
Que desejo que não caias...
E os pontos não se acabam,
Porque um dia vi palavras e palavras não me viram,
Deixaram-me desgastada nas amarras do que queriam...
Deixei de te querer palavras.
Um dia pedi-te estrelas....
Mas as estrelas que me amavas
Não eram assim tão belas....
Aquelas? Nunca mais as vi.....
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Foram retratos.
E numa casa velha me abrigaste.
Ouvia-se ranger por entre as telhas
O brilho das estrelas que roubaste,
Para me oferecer.
A lua mais pesada ficou lenta.
Caiu, como minguante que seria.
E nas paredes, luas desenhavas,
Num rio com sabor a maresia.
Foram retratos.
E foram quadros de um por do sol perdido.
E a areia que guardei entre os meus dedos,
De ter pisado no mar recolhido,
Foi só tua.
Quiseste que não fosse o que te tenta.
Mas fui sem o saber, porque me encolhe.
Fui em vão, porque o que resta não me alenta.
E o que fica és tu quem pensas que recolhe.
Nada. Nem um retrato.
Não expus circunferência preenchida.
Nada foi, porque o que dói é mais que um acto,
E não sabes tu ler a palavra mais lida.
Ou será só o que tu sabes?
E numa casa velha me abrigaste.
Ouvia-se ranger por entre as telhas
O brilho das estrelas que roubaste,
Para me oferecer.
A lua mais pesada ficou lenta.
Caiu, como minguante que seria.
E nas paredes, luas desenhavas,
Num rio com sabor a maresia.
Foram retratos.
E foram quadros de um por do sol perdido.
E a areia que guardei entre os meus dedos,
De ter pisado no mar recolhido,
Foi só tua.
Quiseste que não fosse o que te tenta.
Mas fui sem o saber, porque me encolhe.
Fui em vão, porque o que resta não me alenta.
E o que fica és tu quem pensas que recolhe.
Nada. Nem um retrato.
Não expus circunferência preenchida.
Nada foi, porque o que dói é mais que um acto,
E não sabes tu ler a palavra mais lida.
Ou será só o que tu sabes?
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Esqueci-me de como se escrevem palavras,
Para desenhar o teu nome.
E na imensidão de frases inacabadas,
Me pinto o teu perfume.
Foi num abraço.
As estrelas apagaram-se com o fogo,
A lua, alaranjada já se apaga,
E eu, desamparada, por ti mudo,
Já não sei escrever reles palavra.
Porquê, não me pergunto.
Custa-me explicar-me, porque o sei.
Mas neste suspirar de um beijo, estudo,
O que em palavras, sós, um dia amei.
Foste tu? Não.
O tempo não permite hipocrisias.
Se um dia não fores tu, não é ninguém.
Serão as palavras único alguém,
Rasgarei o desenho que me tenta.
Perderei o que em meu corpo se inventa.
Deixarei de me pintar o teu perfume,
Porque um dia foste fogo, e eu fui lume.
Para desenhar o teu nome.
E na imensidão de frases inacabadas,
Me pinto o teu perfume.
Foi num abraço.
As estrelas apagaram-se com o fogo,
A lua, alaranjada já se apaga,
E eu, desamparada, por ti mudo,
Já não sei escrever reles palavra.
Porquê, não me pergunto.
Custa-me explicar-me, porque o sei.
Mas neste suspirar de um beijo, estudo,
O que em palavras, sós, um dia amei.
Foste tu? Não.
O tempo não permite hipocrisias.
Se um dia não fores tu, não é ninguém.
Serão as palavras único alguém,
Rasgarei o desenho que me tenta.
Perderei o que em meu corpo se inventa.
Deixarei de me pintar o teu perfume,
Porque um dia foste fogo, e eu fui lume.
sábado, 19 de junho de 2010
Não vou falar de ti.
Não vou falar das estrelas, nem do sol
Não vou falar da noite, porque a noite é ruim.
Não vou falar de ti, nem vou falar de mim.
Não vou falar.
Vou olhar e ver-te.
Não vou tocar,
Mas vou ler-te.
E, cega, desesperar pela certeza.
De que, louca, neste mundo, não terei senão tristeza.
Não vou falar de ti,
Decerto, não o mereces.
Sei que pensas que é para ti
Que desvio as minhas preces,
Mas não.
Não é para ti,
Que tu, como a noite, és ruim.
Não é para ti, nem é por mim.
Não vou falar de ti,
Vou beber o meu café,
Talvez na esperança que venhas,
Calar-te, aqui ao pé.
Não vou falar das estrelas, nem do sol
Não vou falar da noite, porque a noite é ruim.
Não vou falar de ti, nem vou falar de mim.
Não vou falar.
Vou olhar e ver-te.
Não vou tocar,
Mas vou ler-te.
E, cega, desesperar pela certeza.
De que, louca, neste mundo, não terei senão tristeza.
Não vou falar de ti,
Decerto, não o mereces.
Sei que pensas que é para ti
Que desvio as minhas preces,
Mas não.
Não é para ti,
Que tu, como a noite, és ruim.
Não é para ti, nem é por mim.
Não vou falar de ti,
Vou beber o meu café,
Talvez na esperança que venhas,
Calar-te, aqui ao pé.
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