e chove la fora e essa água que é limpa suja-me a mente, por ser água que nos limpa é a água que nos mente...
e eu não quero estar limpa do que o meu coraçao sente
ou sentiu
se sentiu...
mente-me a loucura do cansaço de nada ser por ser quem sou, por não te ter, se é que te tenho, se é que vos tenho
e o que me dói máis é a mágoa da dor que a água deixa por entrar pela janela
que fechada pede apenas para não vê-la
porque a água que me sente só me mente
e o coração, se ainda sente, é impotente
como me mente....
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Febre do tempo
Agora tento recordar o tempo
Como o último receptor das palavras
Estou com ele, mas não me sinto com alento
E as palavras são demais a ser-lhe dadas.
Por baixo das nuvens choro o que do tempo não recebo,
Por achar que sem o tempo não sou nada.
Adormeço e tenho sonhos com o tempo
Que me acorda por me ver apaixonada.
E não há mais para ver senão o tempo
E com tempo não consigo a alvorada.
Estou sem norte e o meu sul não chega a tempo
De me curar desta febre amaldiçoada.
Como o último receptor das palavras
Estou com ele, mas não me sinto com alento
E as palavras são demais a ser-lhe dadas.
Por baixo das nuvens choro o que do tempo não recebo,
Por achar que sem o tempo não sou nada.
Adormeço e tenho sonhos com o tempo
Que me acorda por me ver apaixonada.
E não há mais para ver senão o tempo
E com tempo não consigo a alvorada.
Estou sem norte e o meu sul não chega a tempo
De me curar desta febre amaldiçoada.
domingo, 16 de agosto de 2009
Mais de mim...
Hoje sinto-me diferente na infinidade daquilo que sou. Uma mistura de felicidade cercada com a infelicidade de querer mais do que me envolve, que não posso ter. Se fosse pela música que vivo, se fosse pela fúria de não ter o que me insisto.... não sei. Correria gritando ao mundo o que desejo, que é bem mais de mim que de de outra coisa. Sim, vou levar-me na inconstância do tempo e viver, viver, viver.... É o que quero: viver... Mas sinto-me, enfim, morta, neste ambiente que de mim só quer silêncio... Acho que, aqui, apenas tu me dás a "liberdade". Mas não receio o desconhecido. Apenas o temo, não o receio. Estou capaz de arriscar, mas arrisco-me de menos... Arrependo-me de ter deixado a minha vida para trás, perdida, por ser vivida..... Quero mais de mim...
sábado, 15 de agosto de 2009
As sombras da cidade me fascinam,
Me fazem perder a paz no meu querer.
Pela noite, que quente, seduz as estrelas,
Há, no céu, pretêncio tal em me prender.
Não é a lua que me faz te desejar,
Não é a cor da noite escura a seu par.
Há, decerto, algo em ti que me domina,
E, em mim, um certo querer de o desvendar...
Me fazem perder a paz no meu querer.
Pela noite, que quente, seduz as estrelas,
Há, no céu, pretêncio tal em me prender.
Não é a lua que me faz te desejar,
Não é a cor da noite escura a seu par.
Há, decerto, algo em ti que me domina,
E, em mim, um certo querer de o desvendar...
O que procuro eu nas estrelas
Quando tu me levas ao céu?
Refugio-me só por vê-las,
Retraio-me no meu ilhéu...
E tudo por medo de ter
O que não há nas estrelas do céu...
Ai! A Fome corrói-me por dentro:
A fome de te ser mais.
É contigo que em mim entro,
Por desejos literais.
E me deserto no entretanto,
Esperando outros sinais*
É por isso que conserto o desconcerto,
Sem saber que isto de nada servirá.
Sou cobarde ao ponto de evitar o certo,
Para lutar pelo amargo do que há.
Sem saber que o mais doce é de ti perto,
Fujo do calor que o frio não me dá...
Com estas palavras mato mais um pouco,
Quebro, em mim, o que decerto me faz rir,
Por exemplo, o teu sorriso que, em mim, louco,
Em felicidade e encanto me faz vir...
O que quero, já não sei, mas sei que o sofro,
No que sinto, que insisto em me mentir.
Quando tu me levas ao céu?
Refugio-me só por vê-las,
Retraio-me no meu ilhéu...
E tudo por medo de ter
O que não há nas estrelas do céu...
Ai! A Fome corrói-me por dentro:
A fome de te ser mais.
É contigo que em mim entro,
Por desejos literais.
E me deserto no entretanto,
Esperando outros sinais*
É por isso que conserto o desconcerto,
Sem saber que isto de nada servirá.
Sou cobarde ao ponto de evitar o certo,
Para lutar pelo amargo do que há.
Sem saber que o mais doce é de ti perto,
Fujo do calor que o frio não me dá...
Com estas palavras mato mais um pouco,
Quebro, em mim, o que decerto me faz rir,
Por exemplo, o teu sorriso que, em mim, louco,
Em felicidade e encanto me faz vir...
O que quero, já não sei, mas sei que o sofro,
No que sinto, que insisto em me mentir.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Desisto.
Não sei porquê, mas todo este meu sonho transpira desistência...
Sou eu.
Sou assim.
Sou errado e errada, e errónea.
E dói-me tanto como se parasse de viver.
Talvez me justificasse melhor,
Se não te amasse para te dar amor.
Mas tudo o que me soa a desistência,
É um saco sem fundo com sabor a impotência.
E não sabes tu o quanto isso me dói...
São as lágrimas invisíveis que correm nas artérias.
Não, não choro.
Os teus olhos reflectem-me, e eu sinto.
Sei o que tu pensas,
Sei que disse que não.
Sei que não minto.
Mas, sim, sofro antecipadamente.
Talvez assim seja melhor.
Mas diz-me, se sentes a mesma dor...
Esquece....
Não me lês...
Estou sem palavras e sou fraca.
Desisto?
Não sei porquê, mas todo este meu sonho transpira desistência...
Sou eu.
Sou assim.
Sou errado e errada, e errónea.
E dói-me tanto como se parasse de viver.
Talvez me justificasse melhor,
Se não te amasse para te dar amor.
Mas tudo o que me soa a desistência,
É um saco sem fundo com sabor a impotência.
E não sabes tu o quanto isso me dói...
São as lágrimas invisíveis que correm nas artérias.
Não, não choro.
Os teus olhos reflectem-me, e eu sinto.
Sei o que tu pensas,
Sei que disse que não.
Sei que não minto.
Mas, sim, sofro antecipadamente.
Talvez assim seja melhor.
Mas diz-me, se sentes a mesma dor...
Esquece....
Não me lês...
Estou sem palavras e sou fraca.
Desisto?
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Transcendes-me.
No teu corpo procuro regras, sabendo que, enfim, não encontrarei.
Consegues controlar a minha fúria de sentir,
Por fazeres com que, mais, sinta essa fúria.
Em sonhos, me adormeço sobre ti.
E no real, sou quem me perco entre teus sonhos...
E se o não faço, não são cores, mas são teus olhos,
E se o não sinto, não sei quem serei, meu rei.
É, no fundo, na embriaguez do corpo,
Que se implica a seriedade de um abraço,
Mas esse abraço é cada vez mais escasso,
Quando roubam a alegria de viver.
Mas, no entanto, nunca roubam a alegria de sentir...
Pois, no final, o que senti foi teu,
O que sentiste, é meu,
E disso, há provas.
Diz-me mais palavras, se as inventas.
Diz-me, pois inspiração aguentas,
Pois inspiração me crias,
Pois inspiração me tentas.
No final, como direi,
Posso parecer não ter nada.
O que não tenho é mágoa de viver
Por quem não soube sentir ou sofrer,
Por quem não soube amar quando aqueceu.
Recusam-me.
Nas palavras quero ter-te, pois te sei.
Mas eu não só as palavras te darei.
Eu te amei.
Chorei com o meu corpo.
Teimei com a teimosia de te ter...
E agradeço por sentir-te me sentires...
No fim fico feliz, por te ver sorrir.
Porque amar não é mais que o sentir do teu olhar
Porque amar não é mais que o desvendar do teu calor quando me tens....
Mas não quero usar de novo o verbo amar.
Vou criar uma palavra só para ti.
Que descreverá tudo o que não esqueci.
E será pensada em ti...
Boa noite, príncipe....
No teu corpo procuro regras, sabendo que, enfim, não encontrarei.
Consegues controlar a minha fúria de sentir,
Por fazeres com que, mais, sinta essa fúria.
Em sonhos, me adormeço sobre ti.
E no real, sou quem me perco entre teus sonhos...
E se o não faço, não são cores, mas são teus olhos,
E se o não sinto, não sei quem serei, meu rei.
É, no fundo, na embriaguez do corpo,
Que se implica a seriedade de um abraço,
Mas esse abraço é cada vez mais escasso,
Quando roubam a alegria de viver.
Mas, no entanto, nunca roubam a alegria de sentir...
Pois, no final, o que senti foi teu,
O que sentiste, é meu,
E disso, há provas.
Diz-me mais palavras, se as inventas.
Diz-me, pois inspiração aguentas,
Pois inspiração me crias,
Pois inspiração me tentas.
No final, como direi,
Posso parecer não ter nada.
O que não tenho é mágoa de viver
Por quem não soube sentir ou sofrer,
Por quem não soube amar quando aqueceu.
Recusam-me.
Nas palavras quero ter-te, pois te sei.
Mas eu não só as palavras te darei.
Eu te amei.
Chorei com o meu corpo.
Teimei com a teimosia de te ter...
E agradeço por sentir-te me sentires...
No fim fico feliz, por te ver sorrir.
Porque amar não é mais que o sentir do teu olhar
Porque amar não é mais que o desvendar do teu calor quando me tens....
Mas não quero usar de novo o verbo amar.
Vou criar uma palavra só para ti.
Que descreverá tudo o que não esqueci.
E será pensada em ti...
Boa noite, príncipe....
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Escondes-me do resto do mundo,
Ao relento das estrelas,
Com o amor que sinto em vê-las,
E és mais, mais...
E algures no escuro sinto que me engano,
Sem, no fundo, me querer deixar de enganar.
Foste pele que sinto em querer-te no meu mundo,
E és cor que vejo em mundo de encantar.
E tudo, tal, em teu sorriso.
Porque no fundo o beijo é um tocar noutro planeta,
É um sentir que noutro chão não és cometa,
És coração.
Coração de chocolate, como o meu,
Que evaporado enche as nuvens da falta de tempo...
Como se uma vida fosse vivida no teu lindo adormecer...
Adormecer em mim...
Como é lindo o teu adormecer...
Não acredito que o esteja a viver...
Mas sei que passa, sem querer que passes...
Conseguiste o que pedi ao teu olhar,
Que roubasse o pensamento de quebrar,
Para que com o teu peito o meu trespassasses.
És.... Não sei se foste ou se serás.
Ao relento das estrelas,
Com o amor que sinto em vê-las,
E és mais, mais...
E algures no escuro sinto que me engano,
Sem, no fundo, me querer deixar de enganar.
Foste pele que sinto em querer-te no meu mundo,
E és cor que vejo em mundo de encantar.
E tudo, tal, em teu sorriso.
Porque no fundo o beijo é um tocar noutro planeta,
É um sentir que noutro chão não és cometa,
És coração.
Coração de chocolate, como o meu,
Que evaporado enche as nuvens da falta de tempo...
Como se uma vida fosse vivida no teu lindo adormecer...
Adormecer em mim...
Como é lindo o teu adormecer...
Não acredito que o esteja a viver...
Mas sei que passa, sem querer que passes...
Conseguiste o que pedi ao teu olhar,
Que roubasse o pensamento de quebrar,
Para que com o teu peito o meu trespassasses.
És.... Não sei se foste ou se serás.
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