Camuflas o teu olhar,
Não te entendo.
Dizes que roubas o silêncio às minhas palavras,
Mas eu nunca te ouvi falar em silêncio.
Porque me desenhas assim, não sei,
Mas incrimina-me o facto de não poder usufruir do teu carinho.
Fazes-te implicativo no que me implicas.
Implicas-me saber o que pensas,
Imaginá-lo doi-me,
Se não o posso ter.
Ainda mais, se não te posso ver.
E não imaginas, não,
O quanto me fazes sofrer.
Não sei se o queres por eu o querer,
Não sei se o sentes por não o sentir,
Achas que me fazes rir...
Mas tem-me!
Impede a minha alma de falar,
Já que o consegues com o teu olhar.
Impede a minha boca de falar,
Já que não sei se o consegues.
No fim, nem tu me tens, nem eu te tenho,
Não sei se fico ou entretanto venho.
E o que me pedes é tamanho engenho,
Que tal dor é insuportável de se ver.
Essa que me transmites com o teu ser,
Que não conheço... Mas deixa-mo ter!
E no fim, não tenho nada,
E uma réstia de carinho, sabe a mágoa,
E um composto do olhar, sabe a prazer...
O prazer que sinto em apenas te ver,
Em conjunto com a dor de não te ter.
Mas sei que a mim só pertence o que não tenho,
Assim como o meu corpo, que me roubas com o teu ver.
Esse ver, que, no entretanto, só me faz enlouquecer.
Mas a loucura que me peço, é a loucura de te ter nas minhas mãos.
Essa marca que deixei, foi de sentir que sentes tanto esse prazer
Como aquele que guardo em mim, de te querer...
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
terça-feira, 4 de agosto de 2009
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
A minha pele pede saciedade,
Do calor que um dia tive e preservei...
O meu corpo anseia por continuidade,
O meu peito chora aquilo que eu amei.
Está mais frio, e o que eu sinto é, ao relento,
O carinho que eu sonhava que alcancei,
As palavras que me lembram quanto tento,
O relógio no qual meu tempo marquei.
E agora, que respiro, já fui água,
Que, salgada, foi, de todos, quem me amou.
Se soubesse ser, por ela, enamorada,
Afogava quem, de todo, o recusou.
Do calor que um dia tive e preservei...
O meu corpo anseia por continuidade,
O meu peito chora aquilo que eu amei.
Está mais frio, e o que eu sinto é, ao relento,
O carinho que eu sonhava que alcancei,
As palavras que me lembram quanto tento,
O relógio no qual meu tempo marquei.
E agora, que respiro, já fui água,
Que, salgada, foi, de todos, quem me amou.
Se soubesse ser, por ela, enamorada,
Afogava quem, de todo, o recusou.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Toda a minha poesia,
Faria-a peça de teatro,
Comigo actriz principal,
Até p'ra plateia vazia,
Sem recitar as palavras,
Elas seriam poesia...
E em cada outro rosto,
Faria nascer a ternura,
Aquela que queria alcançar
Em cada palavra tua,
E só tua, seria o gosto,
O paladar da loucura,
Para plateia vazia,
Seria mais que só tua...
E como eu seria tua!
Com toda a minha poesia,
Construiria um guião,
Com letras da minha mão,
E rimas da tua autoria.
Com toda a minha poesia...
Deixava de ser 'poeta'
E passava a ser actriz,
De cada palavra inquieta.
De toda a minha poesia
Serias tu as palavras,
Que escritas pela minha mão,
Pensadas pelo teu corpo,
E tentadas na minha pele,
Deixavam de ser choradas,
E passadas para papel,
Deixavam de ter a Lua
Ou o doce mel da chuva,
Mas seriam doce mel,
P'ra tal plateia vazia...
Faria-a peça de teatro,
Comigo actriz principal,
Até p'ra plateia vazia,
Sem recitar as palavras,
Elas seriam poesia...
E em cada outro rosto,
Faria nascer a ternura,
Aquela que queria alcançar
Em cada palavra tua,
E só tua, seria o gosto,
O paladar da loucura,
Para plateia vazia,
Seria mais que só tua...
E como eu seria tua!
Com toda a minha poesia,
Construiria um guião,
Com letras da minha mão,
E rimas da tua autoria.
Com toda a minha poesia...
Deixava de ser 'poeta'
E passava a ser actriz,
De cada palavra inquieta.
De toda a minha poesia
Serias tu as palavras,
Que escritas pela minha mão,
Pensadas pelo teu corpo,
E tentadas na minha pele,
Deixavam de ser choradas,
E passadas para papel,
Deixavam de ter a Lua
Ou o doce mel da chuva,
Mas seriam doce mel,
P'ra tal plateia vazia...
terça-feira, 21 de julho de 2009
Procuro a ternura onde sei que ela não há. Algures no vazio procuro a aceitação de mim num espaço que deveria ser já meu, por natureza, mas nele, de meu, nada tenho. Sinto-me perdida entre pedaços de tempo de descanso do cansaço que me faz o descansar... Descanso mal, pois nesses pedaços de tempo não encontro senão barulho, senão tristeza, senão repúdio de mim. Naquele lugar que deveria ser de conforto, de carinho, de refúgio, não tenho. Não tenho nada. E o quanto isso me dói. Dói-me nos pés, dói-me nos pulmões, dói-me na alma. Naquela alma em que procuro ternura, mas não sei... Não ma sei dar. E sofro por nada ter, nem um sorriso, nem um sim, nem um não. Apenas aquela constante sensação de desconforto e nada. Sinto-me doente, e por me sentir doente, tudo à minha volta fica doente para não me dar "o gostinho" de me mostrar inferior... De necessitar de carinho... Dói-me mais que se todo o mundo caísse por cima de mim como faca gigante. Sim, dói-me mais... Mas continuo sem ter nada, e por mostrar estas palavras só me dói ainda mais, por me rebaixar perante aqueles que as lêem. Deles também não terei carinho, deles também não terei ternura. Talvez seja pura demais, talvez seja dura... Mas dói-me! Quero ter a magia de me partir em pedaços microscópicos e invadir a natureza. Nela receber todas as sensações que me tragam ternura.... Não me verem e eu voar... E eu sentir tudo, tudo, tudo.... menos dor... E é tanta a dor de pensar na dor de não sentir, na dor de não tocar... E se chovesse nos meus lábios, no meu pescoço, no meu carinho... Seria tão doce o insabor da água, que nela quereria tudo, tudo, e até viver... Mas a chuva está lá fora, e eu estou doente, e não há ternura, nem abraço quente, e não há... Não há nada. Talvez a minha mente...
domingo, 19 de julho de 2009
Não sei o que espero.
Sei que nem Tu, nem o Céu, mo entregarão...
Já fui refém das palavras,
Resgatada por loucura.
Já gritei por ser ternura,
Já não sei...
Sequestrou-me a ansiedade,
Que paguei por um café.
Já rezei por ter saudade,
Ou para te ter a meus pés..
Fui heresia, para acalmar a fantasia de existir..
E agora, que insisto, penso que não vale a pena persistir..
Um dia usarei sorriso,
Um dia serei apenas por te ver.
Sem que sejam as palavras a inventar o meu desejo de te ter...
Mesmo que fiquem por ler.
E o que quero é sorrir.
E para sorrir, basta-me apenas existir...
Sei que nem Tu, nem o Céu, mo entregarão...
Já fui refém das palavras,
Resgatada por loucura.
Já gritei por ser ternura,
Já não sei...
Sequestrou-me a ansiedade,
Que paguei por um café.
Já rezei por ter saudade,
Ou para te ter a meus pés..
Fui heresia, para acalmar a fantasia de existir..
E agora, que insisto, penso que não vale a pena persistir..
Um dia usarei sorriso,
Um dia serei apenas por te ver.
Sem que sejam as palavras a inventar o meu desejo de te ter...
Mesmo que fiquem por ler.
E o que quero é sorrir.
E para sorrir, basta-me apenas existir...
Perdi as palavras
E agora não sei para quem.
As palavras são para todos,
Não só para quem as tem,
Mas eu perdi-as.
Soltei-as à sua sorte,
Pensando ser sorte a minha,
Mas a verdade é que o tempo
Deixou de me ter na linha.
E eu perdi as palavras,
Ainda não sei para quem...
Talvez elas façam mal
A quem as lê,
Talvez até façam bem.
Se eu tivesse a resposta,
O eco de quem as leu,
Pudesse morrer descansada
E dar morte a cada palavra,
Que, decerto, alguém recebeu.
E agora não sei para quem.
As palavras são para todos,
Não só para quem as tem,
Mas eu perdi-as.
Soltei-as à sua sorte,
Pensando ser sorte a minha,
Mas a verdade é que o tempo
Deixou de me ter na linha.
E eu perdi as palavras,
Ainda não sei para quem...
Talvez elas façam mal
A quem as lê,
Talvez até façam bem.
Se eu tivesse a resposta,
O eco de quem as leu,
Pudesse morrer descansada
E dar morte a cada palavra,
Que, decerto, alguém recebeu.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)
.bmp)