Toda a minha poesia,
Faria-a peça de teatro,
Comigo actriz principal,
Até p'ra plateia vazia,
Sem recitar as palavras,
Elas seriam poesia...
E em cada outro rosto,
Faria nascer a ternura,
Aquela que queria alcançar
Em cada palavra tua,
E só tua, seria o gosto,
O paladar da loucura,
Para plateia vazia,
Seria mais que só tua...
E como eu seria tua!
Com toda a minha poesia,
Construiria um guião,
Com letras da minha mão,
E rimas da tua autoria.
Com toda a minha poesia...
Deixava de ser 'poeta'
E passava a ser actriz,
De cada palavra inquieta.
De toda a minha poesia
Serias tu as palavras,
Que escritas pela minha mão,
Pensadas pelo teu corpo,
E tentadas na minha pele,
Deixavam de ser choradas,
E passadas para papel,
Deixavam de ter a Lua
Ou o doce mel da chuva,
Mas seriam doce mel,
P'ra tal plateia vazia...
quarta-feira, 22 de julho de 2009
terça-feira, 21 de julho de 2009
Procuro a ternura onde sei que ela não há. Algures no vazio procuro a aceitação de mim num espaço que deveria ser já meu, por natureza, mas nele, de meu, nada tenho. Sinto-me perdida entre pedaços de tempo de descanso do cansaço que me faz o descansar... Descanso mal, pois nesses pedaços de tempo não encontro senão barulho, senão tristeza, senão repúdio de mim. Naquele lugar que deveria ser de conforto, de carinho, de refúgio, não tenho. Não tenho nada. E o quanto isso me dói. Dói-me nos pés, dói-me nos pulmões, dói-me na alma. Naquela alma em que procuro ternura, mas não sei... Não ma sei dar. E sofro por nada ter, nem um sorriso, nem um sim, nem um não. Apenas aquela constante sensação de desconforto e nada. Sinto-me doente, e por me sentir doente, tudo à minha volta fica doente para não me dar "o gostinho" de me mostrar inferior... De necessitar de carinho... Dói-me mais que se todo o mundo caísse por cima de mim como faca gigante. Sim, dói-me mais... Mas continuo sem ter nada, e por mostrar estas palavras só me dói ainda mais, por me rebaixar perante aqueles que as lêem. Deles também não terei carinho, deles também não terei ternura. Talvez seja pura demais, talvez seja dura... Mas dói-me! Quero ter a magia de me partir em pedaços microscópicos e invadir a natureza. Nela receber todas as sensações que me tragam ternura.... Não me verem e eu voar... E eu sentir tudo, tudo, tudo.... menos dor... E é tanta a dor de pensar na dor de não sentir, na dor de não tocar... E se chovesse nos meus lábios, no meu pescoço, no meu carinho... Seria tão doce o insabor da água, que nela quereria tudo, tudo, e até viver... Mas a chuva está lá fora, e eu estou doente, e não há ternura, nem abraço quente, e não há... Não há nada. Talvez a minha mente...
domingo, 19 de julho de 2009
Não sei o que espero.
Sei que nem Tu, nem o Céu, mo entregarão...
Já fui refém das palavras,
Resgatada por loucura.
Já gritei por ser ternura,
Já não sei...
Sequestrou-me a ansiedade,
Que paguei por um café.
Já rezei por ter saudade,
Ou para te ter a meus pés..
Fui heresia, para acalmar a fantasia de existir..
E agora, que insisto, penso que não vale a pena persistir..
Um dia usarei sorriso,
Um dia serei apenas por te ver.
Sem que sejam as palavras a inventar o meu desejo de te ter...
Mesmo que fiquem por ler.
E o que quero é sorrir.
E para sorrir, basta-me apenas existir...
Sei que nem Tu, nem o Céu, mo entregarão...
Já fui refém das palavras,
Resgatada por loucura.
Já gritei por ser ternura,
Já não sei...
Sequestrou-me a ansiedade,
Que paguei por um café.
Já rezei por ter saudade,
Ou para te ter a meus pés..
Fui heresia, para acalmar a fantasia de existir..
E agora, que insisto, penso que não vale a pena persistir..
Um dia usarei sorriso,
Um dia serei apenas por te ver.
Sem que sejam as palavras a inventar o meu desejo de te ter...
Mesmo que fiquem por ler.
E o que quero é sorrir.
E para sorrir, basta-me apenas existir...
Perdi as palavras
E agora não sei para quem.
As palavras são para todos,
Não só para quem as tem,
Mas eu perdi-as.
Soltei-as à sua sorte,
Pensando ser sorte a minha,
Mas a verdade é que o tempo
Deixou de me ter na linha.
E eu perdi as palavras,
Ainda não sei para quem...
Talvez elas façam mal
A quem as lê,
Talvez até façam bem.
Se eu tivesse a resposta,
O eco de quem as leu,
Pudesse morrer descansada
E dar morte a cada palavra,
Que, decerto, alguém recebeu.
E agora não sei para quem.
As palavras são para todos,
Não só para quem as tem,
Mas eu perdi-as.
Soltei-as à sua sorte,
Pensando ser sorte a minha,
Mas a verdade é que o tempo
Deixou de me ter na linha.
E eu perdi as palavras,
Ainda não sei para quem...
Talvez elas façam mal
A quem as lê,
Talvez até façam bem.
Se eu tivesse a resposta,
O eco de quem as leu,
Pudesse morrer descansada
E dar morte a cada palavra,
Que, decerto, alguém recebeu.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
sábado, 11 de julho de 2009
Hoje marquei encontro com as estrelas
Para me iludir,
Não sei se é mentira vê-las,
Ou o que me fazem sentir.
Foi por ter em mim palavras
Que delas me quis livrar,
Mas se depender das estrelas
Para poder brilhar,
Requisitarei tua companhia,
E quem sabe, o teu rimar,
Para tentar as estrelas
A ainda mais cintilar…
Para me iludir,
Não sei se é mentira vê-las,
Ou o que me fazem sentir.
Foi por ter em mim palavras
Que delas me quis livrar,
Mas se depender das estrelas
Para poder brilhar,
Requisitarei tua companhia,
E quem sabe, o teu rimar,
Para tentar as estrelas
A ainda mais cintilar…
Sensibilidade é o que rouba às palavras poesia.
Sentir o que não se escreve e repensar o que se cria.
Crio-te em mim, como um sonho, num arrepiar de loucura que me tira o sono, que me rouba a ternura de o escrever.
E o que sinto não é senão mais que o sonho, mas o que tenho é muito menos que o que penso ou imagino. Porquê? Porque não?
Toca-me, se for isso a poesia, e se fores assim poeta como escreves, servir-me-ás. Eu que sou sacerdotisa, preciso da loucura para rezar, do teu calor para me ocultar.
Tremo, porque em mim não encontro mais respostas, e apenas no pensamento mágico me conforto. Não sei o que és, mas porque me ripostas? Se sei que não te voou ter, sabendo que no fundo te tenho, em mim não há mais palavras, em mim não há.... Senão dor. Dor que é provocada por achar-te com amor suficiente para me dar. E no fim, acordo sem nada, sem calor, sem ternura, sem loucura... Com tremor..
Penso-te, mas no fim, não há mais nada senão o pensamento.
Não quero nem vou depender de ti, pelo que me comporto como se de nada valessem os meus pensamentos. Fico-me.
Sentir o que não se escreve e repensar o que se cria.
Crio-te em mim, como um sonho, num arrepiar de loucura que me tira o sono, que me rouba a ternura de o escrever.
E o que sinto não é senão mais que o sonho, mas o que tenho é muito menos que o que penso ou imagino. Porquê? Porque não?
Toca-me, se for isso a poesia, e se fores assim poeta como escreves, servir-me-ás. Eu que sou sacerdotisa, preciso da loucura para rezar, do teu calor para me ocultar.
Tremo, porque em mim não encontro mais respostas, e apenas no pensamento mágico me conforto. Não sei o que és, mas porque me ripostas? Se sei que não te voou ter, sabendo que no fundo te tenho, em mim não há mais palavras, em mim não há.... Senão dor. Dor que é provocada por achar-te com amor suficiente para me dar. E no fim, acordo sem nada, sem calor, sem ternura, sem loucura... Com tremor..
Penso-te, mas no fim, não há mais nada senão o pensamento.
Não quero nem vou depender de ti, pelo que me comporto como se de nada valessem os meus pensamentos. Fico-me.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Deixei de ser "poeta"
Se algum dia o fui
As palavras já não me servem
Já não vencem batalhas,
Já não consertam tristezas,
Já não resguardam rancor,
Já não conseguem proezas,
Já não transmitem amor...
Deixei de ser concreta,
Para quem me sabe ler...
Se algum dia fui "poeta",
Decerto deixei de o ser...
Não anseio por palavras,
Deixei de ser palavras,
Deixei de me vencer
E já não tenho nada,
Senão as poucas palavras
Que outro poeta me der...
Deixei de ser "poeta".
Se algum dia o fui
As palavras já não me servem
Já não vencem batalhas,
Já não consertam tristezas,
Já não resguardam rancor,
Já não conseguem proezas,
Já não transmitem amor...
Deixei de ser concreta,
Para quem me sabe ler...
Se algum dia fui "poeta",
Decerto deixei de o ser...
Não anseio por palavras,
Deixei de ser palavras,
Deixei de me vencer
E já não tenho nada,
Senão as poucas palavras
Que outro poeta me der...
Deixei de ser "poeta".
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