domingo, 21 de junho de 2009
Estou a atrofiar. É este o meu estado neste momento. A próxima semana vai ser para mim como a pior semana de todo este ano lectivo, a menos que as coisas corram bem. A minha mente pede-me descanso, carinho, ternura, auto-estima, passeio, sei lá... Mas o meu corpo não lhe pode dar, ou vice-versa... Não sei como pegar mais no estudo... Sinto-me em areia movediça... E chamo por ti para me agarrares... Mas sei que não vens. Já esperei várias vezes e não vieste... Preciso de........
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Neste momento estou sentada na minha cama, como se quisesse fugir às nuvens e à chuva que abafam o tempo lá fora... Antes de chover, estava um calor abrasador, pelo que a chuva veio amansar e arrefecer o tempo quente... Soube-me bem receber aquelas gotas de chuva na minha pele, como se fossem beijos. Foi inspirador, embora nada se movesse a minha volta enquanto "os" recebia. Esta cidade é fantasma, e sem querer, talvez, situo-me no espaço e no tempo a pensar em ti, a depender de ti como inspiração para devolver esses beijos que a chuva me entrega, pensando eu que talvez sejas tu a envia-los. Mas não quero pensar assim, nem fazer-te pensar, já que é apenas a chuva a tocar-me sem um sorriso ou olhar, transparente, lúcida e fresca...
Nada se move, senão os pássaros como manchas negras no céu que esperam ansiosamente pela trovoada, como eu espero por ti... Sei que não vens, pelo menos agora, pelo que me tento a esperar, tentando não derramar o meu sangue na esperança de te ter... Se assim não for, sinto-me. certa, a morrer...
Não me recordo de ti nos dias de chuva... Talvez te tenha associado à certeza do calor do sol por seres quente como o meu corpo quando te vê... Um dia senti-te quase tão perto que nem a chuva, hoje, nos meus pés, no meu peito, ou nos meus braços... A chuva... Porque o mais perto que estiveste de mim, foi o coração...
Vou parar de sonhar e abrir os olhos para acordar... Como disse, estás longe... Como disseste, não podemos atirar-nos de cabeça a situações inconcretizáveis... Deixas-me continuar?
Nada se move, senão os pássaros como manchas negras no céu que esperam ansiosamente pela trovoada, como eu espero por ti... Sei que não vens, pelo menos agora, pelo que me tento a esperar, tentando não derramar o meu sangue na esperança de te ter... Se assim não for, sinto-me. certa, a morrer...
Não me recordo de ti nos dias de chuva... Talvez te tenha associado à certeza do calor do sol por seres quente como o meu corpo quando te vê... Um dia senti-te quase tão perto que nem a chuva, hoje, nos meus pés, no meu peito, ou nos meus braços... A chuva... Porque o mais perto que estiveste de mim, foi o coração...
Vou parar de sonhar e abrir os olhos para acordar... Como disse, estás longe... Como disseste, não podemos atirar-nos de cabeça a situações inconcretizáveis... Deixas-me continuar?
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Roubas o sentido às palavras
Quando me incumbes proferi-las.
És tu e o tempo,
O calor ou o momento
Que eu desejo para por fim às minhas feridas.
Mas não sei.
Em mim crias qualquer espécie de arrepio
Que me cala por saber o que me encantas…
Porque não me estancas?
Estás longe e fazes o meu peito chorar…
Não sei se te quero amar,
Talvez o melhor seja esperar,
Mas eu não tenho tempo…
Não quero dever favores à lua
Por ter desejado em tempos
O que tenho…
Se a distância percorrida
Demorou eterna e querida
Até ter-te como tenho,
Então peço um desejo ao sol
Para dar-te o corpo mole
E nele levar-te até a Lua…
Que não é minha e nem será tua…
Mas espero-te, sem te querer assim,
Mas assim te quero,
Mas assim te espero,
Como o prometido…
Peço-te um beijo.
Mas na sua protecção não resguardo segurança,
Como quero…
As palavras correm-me, como deveriam os meus dedos na tua pele….
As palavras comem-me por dentro e deixam sabor a mel…
Desejo-te…
Mas não sei voar para te levar ao céu,
Logo, não o esperes…
Um dia, pedi um desejo à lua
Pedi-lhe que fosse eu tua…
E agora, se fores tu meu,
Não te sei levar ao céu…
Ensina-me a voar com o teu beijo,
A escrever com os teus dedos,
A sonhar com os teus olhos,
Já que um dia prometi,
Já que um dia jurarei
Que, sobre ti, nunca escrevi,
Que, sobre ti, não escreverei…
Quando me incumbes proferi-las.
És tu e o tempo,
O calor ou o momento
Que eu desejo para por fim às minhas feridas.
Mas não sei.
Em mim crias qualquer espécie de arrepio
Que me cala por saber o que me encantas…
Porque não me estancas?
Estás longe e fazes o meu peito chorar…
Não sei se te quero amar,
Talvez o melhor seja esperar,
Mas eu não tenho tempo…
Não quero dever favores à lua
Por ter desejado em tempos
O que tenho…
Se a distância percorrida
Demorou eterna e querida
Até ter-te como tenho,
Então peço um desejo ao sol
Para dar-te o corpo mole
E nele levar-te até a Lua…
Que não é minha e nem será tua…
Mas espero-te, sem te querer assim,
Mas assim te quero,
Mas assim te espero,
Como o prometido…
Peço-te um beijo.
Mas na sua protecção não resguardo segurança,
Como quero…
As palavras correm-me, como deveriam os meus dedos na tua pele….
As palavras comem-me por dentro e deixam sabor a mel…
Desejo-te…
Mas não sei voar para te levar ao céu,
Logo, não o esperes…
Um dia, pedi um desejo à lua
Pedi-lhe que fosse eu tua…
E agora, se fores tu meu,
Não te sei levar ao céu…
Ensina-me a voar com o teu beijo,
A escrever com os teus dedos,
A sonhar com os teus olhos,
Já que um dia prometi,
Já que um dia jurarei
Que, sobre ti, nunca escrevi,
Que, sobre ti, não escreverei…
sexta-feira, 12 de junho de 2009
A Raiva rouba-me a Esperança,
Por saber-me não te ter...
Das tuas palavras não ganho
Senão raiva para esconder.
Com o tempo torna-se oculta,
Com a loucura, dormente...
Não é tua essa culpa
Do que o meu coração sente.
E ele, não mente...
Espero sem ter razão,
Pois também a raiva a levou...
Não sei quem te deu a mão,
Não sei quem mais te deixou,
Sem ter sorrisos...
O teu sorriso, me roubou.
Não sei pelo que esperar,
Mas espero imersa em tormenta...
Acho que nunca tentei
O que o meu coração tenta,
Sem te ouvir,
Sem te sentir,
Sem te ver
Ou te sorrir,
Não sou...
Persisto na minha loucura,
Com medo de te esquecer...
Não esqueço essa que foi ternura
Da ternura de to ver...
Ao teu sorriso...
Vendeste-mo em troca da esperança,
Que ficou vazia no peito.
Agora, nada tenho.
O sonho, jamais retenho,
Com a esperança de o sonhar...
Sabes lá o que é te amar...
Sei lá o que é me amar...
E agora, nada resta,
Só a esperança de o sorrir,
Com a vontade de o chorar.
Nada teimo, nada tenho.
Um dia quis-te roubar,
Para fazeres companhia
Ao teu sorriso,
Que teimo em guardar.
E o que me resta?
Esperar...
Por saber-me não te ter...
Das tuas palavras não ganho
Senão raiva para esconder.
Com o tempo torna-se oculta,
Com a loucura, dormente...
Não é tua essa culpa
Do que o meu coração sente.
E ele, não mente...
Espero sem ter razão,
Pois também a raiva a levou...
Não sei quem te deu a mão,
Não sei quem mais te deixou,
Sem ter sorrisos...
O teu sorriso, me roubou.
Não sei pelo que esperar,
Mas espero imersa em tormenta...
Acho que nunca tentei
O que o meu coração tenta,
Sem te ouvir,
Sem te sentir,
Sem te ver
Ou te sorrir,
Não sou...
Persisto na minha loucura,
Com medo de te esquecer...
Não esqueço essa que foi ternura
Da ternura de to ver...
Ao teu sorriso...
Vendeste-mo em troca da esperança,
Que ficou vazia no peito.
Agora, nada tenho.
O sonho, jamais retenho,
Com a esperança de o sonhar...
Sabes lá o que é te amar...
Sei lá o que é me amar...
E agora, nada resta,
Só a esperança de o sorrir,
Com a vontade de o chorar.
Nada teimo, nada tenho.
Um dia quis-te roubar,
Para fazeres companhia
Ao teu sorriso,
Que teimo em guardar.
E o que me resta?
Esperar...
sábado, 6 de junho de 2009
No meio de uma data de sons que não me ouvem, prometo-me cantar. Finjo que nada me afecta, no calor que o frio não me faz sentir. Estou incompleta por não ser eu, não voltarei a ver o mar, não voltarei a sentir o mar bater com a espuma nas minhas canelas. Não vou gritar. Vou dopar-me com a alegria de ser triste, por a tristeza ser maior do que a franqueza. Será por não rezar que me afecta esta tortura, que me descrimina esta ansiedade que me leva à loucura, que não é loucura?? Mas a vida é dura... Finjo cantar. Ninguém nota a diferença no tom da minha voz. Não canto. Remorso-me da falta que me faço, do quanto me entreguei sem ser feroz... Mas fui feroz ao me entregar, mesmo que só com as palavras! "Palavras"! A "palavra" é proibida, não a sinto! Bebo sangue do meu corpo ao engolir tudo o que me rodeia, directamente da minha veia, sugo a alma que não tenho, que perdi, para ti, que não sei quem és. Mas não vou falar de ti, não aqui, não ali, nem acolá! Não existes. És o primórdio da insanidade mental, porque simplesmente não existes! E eu falo de ti! Típico! Não exageras na vontade que tens de me fazer feliz, como eu penso que um dia possas vir a fazê-lo, mas que digo eu, se não existes. Penso eu ter um lugar a TUA espera, mas não tens a chave para o abrir. Não seria o coração. Não seria, talvez, a minha mão. Mas a tua na minha? Não. São pequenas demais para agarrar tal responsabilidade que é a de agarrar alguém que tem a responsabilidade de me fazer feliz... Ficaria presa em mim mesma. Estou cega pela razão contrária à razão que faz quem pode ver ser cego. Não te vejo... Logo, não existes. Mais? Não. Não sou Fernando Pessoa, sou heterónimo sem razão. E escrever não me basta para viver, quando o pensamento faz tudo para que eu morra.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
.
Mais um sonho por água abaixo. Algo que, não obstante os sonhos que tenho enquanto durmo, me dói profundamente.
Solução: deixar de sonhar ------ Repercussões: deixar de me sentir viva ------- Remédio: rir é o melhor remédio.
Solução: deixar de sonhar ------ Repercussões: deixar de me sentir viva ------- Remédio: rir é o melhor remédio.
Sem título1
A partir da aula de sociologia, onde neste momento me encontro a meditar, reflicto. Não sei se tudo o que me passa a frente merece o meu olhar atento, mas a verdade é que simplesmente não sei para onde olhar. Não vou voltar a repetir o verbo apetecer, porque de tudo o que me apetece fazer, nada realmente merece a minha verdadeira atenção, porque cada vez mais tenho a certeza que é um desperdício de tempo pensar nisso. Mas algures na minha mentalidade ecológica, encontro situações nas quais me perco intensamente, e por me perder, não as encontro. Conclusão: não sei em que pensar.
Gostava de te ter, desconhecido, em quem penso tanto (pensamento que mais precisa de ser reciclado - para fazer coisas novas), disponível para pensar em mim tanto quanto eu me dedico a isso, pelo que sei que não tenho.
Chamam-me louca por escrever mais rápido que o que penso, mas eu sou louca por não pensar quando escrevo.
Como dizia Fernando Pessoa, um dos meus poetas de "engate", sinto a dor de escrever. Sinto-me heterónima desse poeta, que me enforca de tal dor que me transmite, por me encarnar profundamente n'"Isto".
Gostava de te ter, desconhecido, em quem penso tanto (pensamento que mais precisa de ser reciclado - para fazer coisas novas), disponível para pensar em mim tanto quanto eu me dedico a isso, pelo que sei que não tenho.
Chamam-me louca por escrever mais rápido que o que penso, mas eu sou louca por não pensar quando escrevo.
Como dizia Fernando Pessoa, um dos meus poetas de "engate", sinto a dor de escrever. Sinto-me heterónima desse poeta, que me enforca de tal dor que me transmite, por me encarnar profundamente n'"Isto".
terça-feira, 12 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
Ode ao desconhecido:
Olha para mim...
Os teus olhos são lindos como o céu
Quando olhas para mim...
São inocentes e não sabem o que dizem,
Mas não deixam de ser lindos.
Olha para mim... E não deixas de ser belo por seres quem és com o teu olhar. Não te conheço.
Fragmentas o meu sorriso quando tapas os teus olhos,
Por achares que és um Rei.
Imagina se eu te amei
Quando me olhaste....
Eu não sei, não te conheço,
E pela minha tristeza, me trocaste.
Quando os teus olhos tapaste.
Deixa-me entrar em ti,
Conhecer-te, saber quem és...
Quero! Deixa-me tocar piano no sabor do que toco quando sonho contigo.
Hoje sonhei contigo, senti-me a Cinderella,
E sem querer deixei-me entrar pelo teu peito,
Sabendo que não estou lá.
E no meio das loucuras percebi que não sei quem és,
Fruto da minha imaginação,
Amor-quase-platónico,
Perigo de explosão
Bomba no coração!
És paixão sem saberes que o és,
És carinho sem o viveres,
Mas para mim não existes,
Para ti não existo senão em sonhos...
Vou ficar-me por aqui,
Neste dia de chuva.
Pode ser que o que inspire os meus sonhos desapareça,
Talvez eu não o mereça,
Talvez eu não esqueça o teu olhar,
O teu sorriso,
Sabendo que fui a única que o ganhou, tive-o,
E sou feliz por isso...
Inquietas-me.
Revelas-te estonteante a cada momento,
E já não sei o que fazer,
Desconhecido.
O teu olhar torna-me cega por cegar os meus instintos,
Fazes-me pensar no que não posso,
Esquecer-me da cor do resto do mundo! Ai!
Não, não tem que ser assim,
Não tens que me afogar nas mentiras do teu olhar!
Esquece-me!
Não existes, desconhecido!
És um rosto indefinido,
Com uma tez desfocada…
Não, não estou apaixonada.
Deixa a minha pele,
Desfragmenta esse sonho!
Eu não te tenho,
Eu não te quero,
Eu não te espero!
Ai!
Dois-me tanto quanto me atrais.
Desdenho-te tanto quanto te quero…
Não é amor, não é paixão, não!
És tu sem quereres em mim o meu prazer,
Sou eu sem ter quem sou, sem te querer,
E continuo sem te ter.
Ai!
Afoguei-me no mar do teu olhar, no calor daquele sonho
Que me arrepia
Há tempos que o não sentia…
Desconhecido,
És um soldado que batalha sozinho,
Que quebra laços quando se afasta,
Que nem sequer os ata.
Não te afastes, se algum dia próximo estiveste.
Não te leio, não o sei,
Nem sequer o que disseste
Me afecta…
O teu sorriso…
O teu sorriso ficou.
Tu, com esse sorriso…
Roubaste-mo.
Acabou…
Os teus olhos são lindos como o céu
Quando olhas para mim...
São inocentes e não sabem o que dizem,
Mas não deixam de ser lindos.
Olha para mim... E não deixas de ser belo por seres quem és com o teu olhar. Não te conheço.
Fragmentas o meu sorriso quando tapas os teus olhos,
Por achares que és um Rei.
Imagina se eu te amei
Quando me olhaste....
Eu não sei, não te conheço,
E pela minha tristeza, me trocaste.
Quando os teus olhos tapaste.
Deixa-me entrar em ti,
Conhecer-te, saber quem és...
Quero! Deixa-me tocar piano no sabor do que toco quando sonho contigo.
Hoje sonhei contigo, senti-me a Cinderella,
E sem querer deixei-me entrar pelo teu peito,
Sabendo que não estou lá.
E no meio das loucuras percebi que não sei quem és,
Fruto da minha imaginação,
Amor-quase-platónico,
Perigo de explosão
Bomba no coração!
És paixão sem saberes que o és,
És carinho sem o viveres,
Mas para mim não existes,
Para ti não existo senão em sonhos...
Vou ficar-me por aqui,
Neste dia de chuva.
Pode ser que o que inspire os meus sonhos desapareça,
Talvez eu não o mereça,
Talvez eu não esqueça o teu olhar,
O teu sorriso,
Sabendo que fui a única que o ganhou, tive-o,
E sou feliz por isso...
Inquietas-me.
Revelas-te estonteante a cada momento,
E já não sei o que fazer,
Desconhecido.
O teu olhar torna-me cega por cegar os meus instintos,
Fazes-me pensar no que não posso,
Esquecer-me da cor do resto do mundo! Ai!
Não, não tem que ser assim,
Não tens que me afogar nas mentiras do teu olhar!
Esquece-me!
Não existes, desconhecido!
És um rosto indefinido,
Com uma tez desfocada…
Não, não estou apaixonada.
Deixa a minha pele,
Desfragmenta esse sonho!
Eu não te tenho,
Eu não te quero,
Eu não te espero!
Ai!
Dois-me tanto quanto me atrais.
Desdenho-te tanto quanto te quero…
Não é amor, não é paixão, não!
És tu sem quereres em mim o meu prazer,
Sou eu sem ter quem sou, sem te querer,
E continuo sem te ter.
Ai!
Afoguei-me no mar do teu olhar, no calor daquele sonho
Que me arrepia
Há tempos que o não sentia…
Desconhecido,
És um soldado que batalha sozinho,
Que quebra laços quando se afasta,
Que nem sequer os ata.
Não te afastes, se algum dia próximo estiveste.
Não te leio, não o sei,
Nem sequer o que disseste
Me afecta…
O teu sorriso…
O teu sorriso ficou.
Tu, com esse sorriso…
Roubaste-mo.
Acabou…
sábado, 2 de maio de 2009
Nada me satisfaz.
Nada me satisfaz.
Nada me diz seja o que for, no sentido daquilo a que se chama prazer…
Talvez eu já tenha tido tanto que neste momento nada me contenta, mas penso não ser esse o caso. Dói-me demais por dentro o vazio que despreenche esta lacuna no meu peito, no meu corpo. Nada nem ninguém o percebe.
Tenho tudo sem ter nada, ou não prendi o que já tive, e de o prender, soube-o perder.
Escrevo frases sem querer dizer nada, ou se quero dizer, nada digo. Estou carente.
Querer, só quero chorar o que não tenho, é só esse o meu desejo, pelo que me mantenho calada.
Esta dor torna reles o que de mim já foi sentido, já foi bom, já foi vulgar. Que mais posso dizer? Em mim nada já é vulgar. Vejo-me possuída por inúmeras personalidades que me assumem como se não fosse meu dever outro senão aceitá-las no meu corpo. Elas, sim, tornam-me reles.
E de mim nada se compreende. Nem as teclas cor-de-rosa que parecem fazer-me feliz quando escrevo. Não tenho nenhum dom. Se já tive, sinto-me tão sozinha no mundo que não tenho a quem o mostrar, a quem o dedicar. Não faço milagres. Deixo a marca do batom que me mascara na chávena de onde bebo este chá. É de jasmim. Eu nem gosto muito de chá e nem sei bebê-lo. Deve ser mais uma daquelas arrebatadoras personalidades que me penetram para eu mudar.
Sinceramente, não percebo porque mudamos. Diz-se que são fases de crescimento da pessoa. Não sei se poderei dizer que estou a crescer ou a decrescer, porque me sinto a pessoa mais antissocial desta terra. E rio-me sozinha. Em frente a um documento do Word. Devo estar louca! Queria cantar.
Vejo-me, no meio de tudo o que há de mau e de bom no mundo, a falar de mim mesma e sinto-me de um egoísmo que me trespassa como se nada mais existisse. Mas não o desejo. Não me desejo. Ultimamente a única coisa que me dá alento é comer.
Está um sujeito á minha frente que não pára de me observar.
E está uma senhora na mesa do meu lado direito na barriga da qual se denota um ligeiro abcesso. Está grávida. Um dia eu gostava de engravidar. Deve ser uma sensação linda pensar que temos uma vida a crescer dentro de nós… Acho que todo este meu egoísmo desapareceria. Está a fumar. Pelos vistos o seu egoísmo não desapareceu.
Um dia de cada vez, dizem-me. Viver um dia de cada vez. Para mim parece-me ligeiramente impossível. Neste preciso momento, sinto-me morta. Não posso dizer se chegarei até amanha porque sinto que nem sequer passei de ontem. E pronto.
O sujeito que estava à minha frente, foi-se embora. A grávida parou de fumar, agora fuma o seu companheiro. E a toda a minha volta só vejo pessoas que parecem querer iludir as atenções daquelas que as observam. Talvez iludam também a minha. E, querer, quero fugir. E no meu perfeito egoísmo, descartar-me de tudo quanto é responsabilidade. Mais nada.
Estou à tua espera… Ou seja, digo, à minha espera…
Nada me diz seja o que for, no sentido daquilo a que se chama prazer…
Talvez eu já tenha tido tanto que neste momento nada me contenta, mas penso não ser esse o caso. Dói-me demais por dentro o vazio que despreenche esta lacuna no meu peito, no meu corpo. Nada nem ninguém o percebe.
Tenho tudo sem ter nada, ou não prendi o que já tive, e de o prender, soube-o perder.
Escrevo frases sem querer dizer nada, ou se quero dizer, nada digo. Estou carente.
Querer, só quero chorar o que não tenho, é só esse o meu desejo, pelo que me mantenho calada.
Esta dor torna reles o que de mim já foi sentido, já foi bom, já foi vulgar. Que mais posso dizer? Em mim nada já é vulgar. Vejo-me possuída por inúmeras personalidades que me assumem como se não fosse meu dever outro senão aceitá-las no meu corpo. Elas, sim, tornam-me reles.
E de mim nada se compreende. Nem as teclas cor-de-rosa que parecem fazer-me feliz quando escrevo. Não tenho nenhum dom. Se já tive, sinto-me tão sozinha no mundo que não tenho a quem o mostrar, a quem o dedicar. Não faço milagres. Deixo a marca do batom que me mascara na chávena de onde bebo este chá. É de jasmim. Eu nem gosto muito de chá e nem sei bebê-lo. Deve ser mais uma daquelas arrebatadoras personalidades que me penetram para eu mudar.
Sinceramente, não percebo porque mudamos. Diz-se que são fases de crescimento da pessoa. Não sei se poderei dizer que estou a crescer ou a decrescer, porque me sinto a pessoa mais antissocial desta terra. E rio-me sozinha. Em frente a um documento do Word. Devo estar louca! Queria cantar.
Vejo-me, no meio de tudo o que há de mau e de bom no mundo, a falar de mim mesma e sinto-me de um egoísmo que me trespassa como se nada mais existisse. Mas não o desejo. Não me desejo. Ultimamente a única coisa que me dá alento é comer.
Está um sujeito á minha frente que não pára de me observar.
E está uma senhora na mesa do meu lado direito na barriga da qual se denota um ligeiro abcesso. Está grávida. Um dia eu gostava de engravidar. Deve ser uma sensação linda pensar que temos uma vida a crescer dentro de nós… Acho que todo este meu egoísmo desapareceria. Está a fumar. Pelos vistos o seu egoísmo não desapareceu.
Um dia de cada vez, dizem-me. Viver um dia de cada vez. Para mim parece-me ligeiramente impossível. Neste preciso momento, sinto-me morta. Não posso dizer se chegarei até amanha porque sinto que nem sequer passei de ontem. E pronto.
O sujeito que estava à minha frente, foi-se embora. A grávida parou de fumar, agora fuma o seu companheiro. E a toda a minha volta só vejo pessoas que parecem querer iludir as atenções daquelas que as observam. Talvez iludam também a minha. E, querer, quero fugir. E no meu perfeito egoísmo, descartar-me de tudo quanto é responsabilidade. Mais nada.
Estou à tua espera… Ou seja, digo, à minha espera…
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